Professor da Universidade do Estado da Bahia - UNEB
Nos corpos o poema é escrito.
Corpos diversos.
Poemas distintos.
Há um ritmar, um balançar.
Poemas vagueiam,
E incorporam corpos diversos,
Tudo feito entre versos!
Corpos que vão se fazendo poemas
No campo do gênero da poesia
Tem-se assim um ser poético.
Um ser e estar no corpo
Um ser e estar no poema.
Fazer a leitura com os lábios
Escrever no corpo com dedo e língua,
Com poros ativos,
Urgidos, não temidos!
Um tatear sem método,
Um cheirar sem sistema,
Com todos os dilemas.
Vamos sendo aporéticos
Com todo tato... fazendo contato.
Dos corpos vivos,
Buscando escrever com a boca,
Tecer rimas com os olhos,
Sentir ao ouvir,
Para assim gemer,
Sentindo o corpo tremer de prazer.
Sentidos em ebulição
Pele em completa desrazão.
Coração pulsando com força.
Essa que produz poesia errante...
Estilo delirante.
Podemos dizer inebriante.
Fica-se embriagado, estando lado a lado
Em um total rebolado
São sussurros, suspiros e gemidos,
Construídos, tecidos
Num patamar descompassado.
Não se controla o poemar... o amar!
Os corpos vão se co-construindo.
Corpos tal como papiros,
Ou como pergaminhos.
Ou ainda papel.
Papirus que se enroscam e apostam
Se enroscam um no outro,
Apostam que exalam perfume poético.
Corpos sincréticos.
Deixemos o poema acontecer
Façamos a poesia florescer
Nos arrisquemos em na pele ter as marcas,
Essas da cicatriz, da tatuagem....
Da bricolagem!
Sem especialistas na arte do amar.
Produzindo amor no dia a dia
Sem qualquer tipo de agonia!
Tão somente amor e poesia.
Amor refletido e vivido.
Poema experienciado e escrivinhado.
Escrito no corpo desnudado.
Sentido em cada corpo amado.

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