sábado, 26 de novembro de 2022

LIVE DE DOMINGO - Canal MCOESO


É fundamental que passemos a perceber as questão de classes, que servem como base estrutural para o racismo. E a partir deste pressuposto, compreender que a superação do racismo passa essencialmente pela superação do modo de produção capitalista, este é o caminho mais sólido para a luta contra o racismo e o movimento contra o racismo em todo o mundo...

OBSERVANDO A REALIDADE A PARTIR DA COPA DO MUNDO.

POR PROFESSOR JOÃO PAULO

Tem um aspecto que talvez não tenha sido levado em conta pela maioria dos espectadores e telespectadores dos jogos da copa, a torcida nos estádios, e vou mostrar o porque da importância disto. Eu tenho assistido a quase todos os jogos, só deixei de assisti dois jogos até o momento e tenho prestado muita atenção na presença da torcida nos estádios. 

Sabemos que o preço dos ingressos em  copas do mundo são sempre muito caros, na verdade, tudo que é produção cultural se tornou muito caro. Li em vários canais da Internet e também assisti na televisão, em várias reportagens, que a copa do Catar tem os ingressos mais caros de todas as copas, 45% mais caros que os ingressos da última copa na Rússia. Desta forma é claro que só irão assisti aos jogos ao vivo, os torcedores que tem maior poder aquisitivo.

Então me ocorreu que deveria observar quem estava nas arquibancadas, qual o público dos vários países que disputam o campeonato mundial, se fariam presentes nas arquibancadas dos estádios, e estou fazendo isto. Não para minha surpresa, pois, já imaginava que fosse desta forma, a maioria absoluta dos torcedores nas arquibancadas são brancos. A exceção das seleções da África Central e Ocidental, Senegal, Gana e Camarões, que naturalmente, os mais ricos são de maioria negra. Mesmo seleções como Costa Rica, Equador, França, Brasil, onde a maioria dos atletas são negros ou mestiços, a Arábia Saudita e Catar que tem atletas, com a pele escura e negros, os torcedores são brancos em sua maioria. 

Esta percepção fica mais evidente no momento em que você olha a seleção do Equador, em que 95% dos jogadores são negros, mas, não tem torcedores negros na arquibancada. Nesta copa do mundo a novidade é o México, que ao menos no primeiro jogo, não tinha nenhum jogador aparentemente descendente dos povos originários no time titular e nem torcedores com fisionomia destes povos, só retificando, no jogo de hoje contra a Argentina, vi dois ameríndios na arquibancada, ao menos foi o que foi visto na primeira partida do país da América Central, mas, que está politicamente na América do Norte. 

O que está situação demonstra, deixa claro é a condição social de racismo estrutural e também econômico a que o mundo está submetido. Mostra a face mais perversa do capitalismo, e como este modelo de desenvolvimento é desigual. Os negros, os mestiços, os pardos podem até serem os protagonistas dentro do campo, serem as principais atrações do espetáculo. Mas, a condição sócio-econômica dos seus iguais em seus respectivos países, não lhes permitem participar da festa do futebol mundial se não estiverem dentro das quatro linhas do campo, pois, a grande maioria dos negros, dos povos originários, dos mestiços de todo o mundo, estão vivendo na condição de pobreza e até de pobreza extrema.

Por que não vemos nos estádios do Catar os trabalhadores que construíram os estádios? A copa do mundo no país mais rico do mundo, quando se avalia a renda per capita por habitantes, é um cruel retrato do capitalismo. 

Esta é a sensação que a observação das arquibancadas dos jogos da copa do Catar nos trás. O capitalismo é perverso com toda a classe trabalhadora, mas, certamente ele ainda é mais perverso com todos os não brancos do mundo. Somos nós que estamos muito mais alijados dos direitos fundamentais para uma vida digna, dos direitos mínimos que nos garanta qualidade de vida, somos nós os mais oprimidos por esta sociedade dominada pelos brancos e pensada somente para eles.

Sei que até parece que estou minimizando a questão do racismo estrutural a partir do futebol, mas, é extremante simbólico esta representação de uma realidade que é mundial. Neste sentido, é fundamental, que começemos a entender o racismo, não só em função da cor da pele, não só em função das diferenças étnicas, como algumas teses apontam. 

É fundamental que passemos a perceber as questão de classes, que servem como base estrutural para o racismo. E a partir deste pressuposto, compreender que a superação do racismo passa essencialmente pela superação do modo de produção capitalista, este é o caminho mais sólido para a luta contra o racismo e o movimento contra o racismo em todo o mundo precisa tomar consciência de que a luta pela igualdade racial é também a luta por um novo modelo de sociedade, por um novo paradigma civilizacional,  parafraseando o discurso dos PANTERAS NEGRAS, "nos não queremos um capitalismo negro, lutamos pelo socialismo". 

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

FUTEBOL, ALEGRIA DO POVO?

POR PROFESSOR JOÃO PAULO

Já passou da hora da América Latina tomar vergonha na cara no que se refere ao futebol. Criou-se uma falsa ideia de que quem joga na Europa são os melhores jogadores, convencionou-se pensar desta forma e isto se tornou uma cultura nestas primeiras décadas deste novo século, em todo o continente Americano, quem sabe até em todo o mundo. 

São estes, os atletas que jogam no grande futebol europeu, que são convocados para as respectivas seleções nacionais. E são eles os titulares absolutos dos treinadores, mas, não só dos treinadores, as populações dos países americanos, a imprensa esportiva assumiram esta perspectiva como cultura futebolística. 

Aí assistimos à situações deprimentes. Primeiro a europeização da forma de jogar futebol. Não dá para acreditar que este futebol meramente tático do praticado no velho mundo seja melhor do que a arte, a catimba, a elegria, o drible do futebol latino americano. Segundo, a Europa, é um continente formado por cinquenta países, estes cinquenta países têm quinze grandes times aproximadamente, vamos contar pra tirar as dúvidas: Espanha: Barcelona, Real Madrid, Atlético de Madrid, na França: PSG, na Alemanha: Bayer de Munic e Boruccia Dortmund, Itália: Juventus, e agora quem sabe, após os investimentos chineses a Inter e o Millan podem voltar a crescer e por fim a Inglaterra que tem o campeonato mas qualificado da Europa tem mais times de qualidade, dez times na verdade, nem vou enumerar pra não deixar o texto muito extenso. Vamos considerar que além destes tenham ainda mais dois ou três times grandes, o que forma aí um grupo de vinte, vinte e um, vinte e dois ou até vinte e três grandes clubes, o que não dá um campeonato brasileiro, é bom lembrar que destes clubes há clubes que estão tecnicamente no mesmo nível de times coadjuvantes do brasileirão, e precisamos levar em conta que estes times grandes são um catado de jogadores de todos os cantos do mundo.

E em terceiro lugar, quem disse que ganhar altos salários é sinônimo de qualidade técnica? O maior jogador de todos os tempos em minha opinião, o Mané Garrincha, morreu pobre e além dele, quantos outros atletas, tambem de ótima qualidade técnica, não conseguiram fazer sucesso e jogar no futebol europeu? 

O grande problema é que a cultura  hegemônica de toda a dinâmica social é a cultura burguesa, que estabelece um valor de mercado para tudo e todos, é o processo que Marx e Engels denominou de "processo de coisificação e reinficação da sociedade" e o capital coisificou e reinficou inclusive nosso olhar sobre o mundo e aí quando menos esperamos, nos pegamos fazendo a defesa da ideologia burguesa, da cultura hegemônica burguesa, porque também estamos hegemonizados por ela. 

Hoje assisti ao jogo entre Uruguai e Coreia do Sul, momento muito triste para quem é apreciador do bom futebol. Sinceramente vi os grandes nomes do futebol uruguaio, atletas muito bem pagos no futebol europeu, jogadores que atuam nos times grandes da Europa, e fiquei me perguntando, por que diabos Arrascaeta não está em campo? Quero acreditar que ele está lesionado, pois, é o único motivo para ele não ser titular da seleção uruguaia, diante do baixíssimo nível dos jogadores que estavam de titulares e que entraram no decorrer da partida. 

Da mesma forma como não entendo a não convocação do centroavante do Fluminense o Germán Cano, um atleta argentino, de 34 anos que nunca teve uma oportunidade de jogar uma copa do mundo em uma seleção que ao menos há três copas está carente de um bom artilheiro, certamente se ele estivesse no jogo uma daquelas bolas que cruzaram a área da Arábia Saudita no segundo tempo podia ter sido convertida no gol de empate da seleção Argentina, mas, o cara é só artilheiro do campeonato brasileiro, não merece está na seleção.

E o futebol tem sido isto neste início de século XXI, se não estiver jogando na Europa, ganhando altos salários, o jogador não serve para esta na seleção do seu país, mesmo que tenham desempenhado um ótimo papel nos campeonatos nacionais, mesmo sendo um grande jogador de futebol. Nem na cultura popular pelo visto, o atleta deve ser lembrado, afinal, se não joga na Europa deve ser um atleta ruim. Foi nisto que se converteu o principal esporte do planeta, praticado em quase todos os países do mundo, o esporte que promove a maior festa esportiva em todo o planeta Terra, uma mera mercadoria que precisa gerar muito lucro para os investidores.

sábado, 19 de novembro de 2022

UM RÁPIDO OLHAR SOBRE UM FUTURO PRÓXIMO


POR PROFESSOR JOÃO PAULO

Não há dúvidas alguma de que estão tentando minar o futuro governo Lula. Acredito que está na hora do PT ser menos republicano e mais ideológico. Não podemos pegar leve com a burguesia brasileira, pois, eles jamais vão aliviar para a classe que vive do trabalho, e os movimentos que estão fazendo neste momento, antes mesmo do terceiro governo Lula começar, deixa isto bem claro. 

A carta que os economistas liberais do PSDB enviou para Lula, não foi uma recomendação para tomar cuidado com o tal "equilíbrio fiscal". Foi na verdade uma ameaça, para intimidar o presidente eleito e forçá-lo a por na pasta do Planejamento e/ou da Fazenda, um liberal. 

O mercado financeiro plantou o Armínio Fraga e o Pérsio Árida na campanha como apoiadores para isto, para aparecerem como supostos apoiadores, para minar por dentro as estruturas do futuro governo. Depois, a pressão de bastidores para queimar o nome de Guido Mantega, feita indiretamente e diretamente pela rede Globo, mais especificamente, o Jornal O Globo e a GloboNews, mas, também, pelo Estadão, pois, o Mantega é uma ameaça para o mercado, para esta "mão invisível" que, não tem nenhum contribuição factível à população deste país, somente determina os rumos que a política econômica deve seguir e suga as riquezas produzidas pelo povo brasileiro. Pois, durante os oito anos de Mantega, a frente do Ministério da Fazenda, em nenhum momento, houve privilégio aos interesses do mercado. 

Mas, me parece que não conseguiram intimidar Lula, que continua falando que seu foco central está em melhorar a vida de todas e todos que mais precisam do Estado. Ontem a rede Globo tentou sem sucesso plantar um discurso na boca de Lula, afirmaram que sua fala em Portugal mostrou um retrocesso e um aceno ao mercado, por ele ter dito que cuidaria do povo, mas, respeitando o "equilíbrio fiscal". Esta turma já deve ter esquecido, que em todos os debates que Lula participou durante a campanha, nas entrevistas que prestou a órgãos de imprensa Corporativa e alternativa durante a campanha, Lula disse a mesma coisa. Em nenhum momento Lula e o PT se colocou na condição de passar por cima do equilíbrio fiscal, o que é um erro em minha avaliação, o que Lula questionou é continua questionando, é o tal de "teto de gastos" uma aberração golpista, criada pelos agentes do próprio mercado, com o objetivo de garantir que a riqueza produzida pela classe que vive do trabalho no país, seja usado quase em sua totalidade, para pagar juros da dívida pública ao mercado. 

E o grande temor desta gente perversa do mercado é que, com o PT governando, as coisas não sejam feitas da forma como eles desejam e determinaram ao Paulo Guedes na condição de ministro da economia do governo fascista de Bolsonaro. Aí se entende porque a maior parte da burguesia rentista do mercado apoiaram a candidatura fascista à presidência, mesmo os empresários urbanos que passaram a ter uma margem de lucro menor, mas, como boa parte deles são credores do Estado Brasileiro, e o governo fascista ampliou a dívida pública e cortou todos os investimentos sociais do Estado, o que fica claro observando a LDO enviada por este governo este ano, para o ano quem vem, e prontamente aprovada pelo Legislativo, que infelizmente, ainda terá maioria subserviente aos interesses do mercado para a próxima legislatura.

Não será uma governabilidade tranquila para Lula e para a frente de centro-esquerda e esquerda que se formou em torno do PT e do companheiro Lula. Nossos companheiros que estarão no próximo governo, terão que ter muito jogo de cintura para se relacionar com as víboras do rentismo, que dominam a economia e a política no Brasil se quiserem ter sucesso em seus objetivos de melhorar a vida de todas e todos que são vulnerabilizados pelo capitalismo. 

Quanto a nós que não estaremos nas fileiras da institucionalidade burguesa, nos caberá o papel de fazer o bom combate no meio social, nos movimentos populares, onde devemos ser a vanguarda da classe que vive do trabalho. Usando um pouco da perspectiva Gramsciana, nos próximos anos teremos que fazer a "guerra de movimento" e a "guerra de posições", ocupar todos os espaços políticos tanto na "sociedade política" onde ainda não temos à hegemonia, infelizmente, e na "sociedade civil", onde podemos e devemos está mobilizados para garantirmos esta hegemonia. 

Esta é em uma análise rápida sobre os caminhos que deveram nortear nossa atuação militante daqui para frente, não há mais espaços para a omissão política, cabe a todos e todas entendermos este processo e assumirmos nossas tarefas daqui para frente. A luta de classes nunca sairá de cena enquanto o capital for hegemônico no mundo. Mesmo que a esquerda assuma uma posição de conciliação de classes em função da conjuntura, a burguesia estará sempre nas trincheiras, na espreita para dar seu golpe mortal, cabe a todos nós nos mantivermos em nossas trincheiras, compreender os movimentos da burguesia e antecipar nossas ações, não podemos continuar jogando na defensiva.

É SÓ MINHA OPINIÃO, MAS, OS NOVOS BAIANOS ERA FODA DE MAIS.


POR PROFESSOR JOÃO PAULO

Não é segredo para ninguém que eu sou apaixonado por música, sem restrições a ritmos, estilos, nacionalidades e tempo, pois, considero a produção artistica atemporal. Basta ser boa, com uma métrica agradável, com uma letra ou poesia bonita, (este quesito não serve para músicas internacionais, pois, só falo mal, mal, o português), com campos harmônicos bem construídos e uma melodia bonita que imediatamente já gosto. 

Sou bem chato em relação à música, também adimito, se a produção musical não cumprir alguns dos requisitos listados acima para despertar meu interesse, ela não me serve, é até por isso que gosto de pouquíssimas coisas que são produzidas e que ganham espaços midiáticos, atualmente, todas elas faltam algum dos requisitos apontados por mim acima. Mas, fora deste universo midiático e fonográfico tem muita coisa boa sendo produzida. Rompi com vários preconceitos que tinha para perceber o que está sendo produzido como música alternativa neste país e no mundo. 

Claro que minha opinião está no campo do gosto musical, não sou músico e me falta a propriedade técnica para fazer uma avaliação da música com maior precisão e rigor técnico. Mas, consigo compreender algumas coisas da música que a maioria da população não consegue. Por pesquisar muito sobre música, acabei aprendendo alguns pontos importantes para análises musical .

Também não quero neste breve ensaio convencer alguém que meu gosto musical é melhor do que o de ninguém, como faço minhas avaliações sobre música a partir do que gosto de ouvir, respeito totalmente a opinião de outras pessoas mesmo discordando de suas preferências e também dou o direito para que discordem de mim. 

Ao longo de meus 53 anos, já ouvir e gostei de muitos estilos, ritmos musicais. Já ouvir, Samba, Heavy Metal, Punk, Funk, Pop-rock, Pop nacional e internacional, Reggae, Forró, Música Baiana, Frevo, Axé Music, Rap e Rip Rop de boa qualidade e até ouço alguns artistas bem comerciais da atualidade. 

Tenho claro minha preferência hoje pela MPB, e seus vários estilos musicais. Também sou aficionado pela Música Baiana, gosto de tudo que os grandes artistas da Bahia produz ou produziram na história musical deste estado e consequentemente do país. E por falar em música baiana, é exatamente sobre isso que quero escrever.

A Bahia é um grande celeiro de artistas maravilhosos, espetaculares a bem da verdade. Os musicos deste estado têm uma participação histórica na produção musical brasileira, se levarmos em conta que a música brasileira surgiu na Bahia, esta participação fica ainda mais representativa. Em minha opinião, os melhores artistas do país nasceram aqui, a exceção de Milton Nascimento.

Mas, quando falamos em bandas, conjuntos, em minha humilde opinião, a melhor de todos os tempos, não só no Brasil, mas, no mundo, também nasceu aqui na minha bonita Bahia. Mas, quero dizer que trata-se mais uma vez, de minha opinião, a melhor banda que já existiu na música mundial, foi os NOVOS BAIANOS, e quanto mais ouço, pesquiso, conheço o trabalho desta galera, que infelizmente já perdemos, "os eternos"dois, Morais Moreira e Luiz Galvão, mais apaixonado fico. 

Os caras individualmente são monstros da música, todos eles são grandes artistas, cantores, compositores, instrumentistas, do mais alto quilate, poetas. Em conjunto eles foram fantásticos, a música produzida por estes caras durante o período de existência dos Novos Baianos ninguém nunca fez igual e duvido muito que surja outra banda que produza uma música tão grande e tão rica em fusões rítmicas e harmônicas como eles fizeram no final dos anos 60 e durante a década de 70 do século passado.

Como disse no princípio, não sou músico, minhas opiniões são muito fundamentadas em meu gosto musical, mas, tenho algum conhecimento musical e o que os Novos Baianos faziam e fazem ainda já que só dois, infelizmente, faleceram, é impressionante para o momento em que eles vivam, ainda não existiam as tecnologias usadas na música atualmente, naquele momento os artistas tinham que serem bons de verdade e ninguém foi e nem acredito que alguem será como eles. 

Pode até parecer uma análise de um fã apaixonado, e na verdade é, mas, é mais do que isto. Qualquer músico que ler o que escrevo aqui, por melhor que seja este músico, certamente vai concordar com essa avaliação que faço. Claro que eu tenho plena consciência de que a música também é uma expressão cultural dialético e a medida em que o tempo vai passando os músicos vão se aprimorando e trazendo novidades para a música que talvez os integrantes dos Novos Baianos não tenham acompanhado. Mas, no momento em que eles se organizaram como banda e o que eles produziram em relação ao que se produzia naquele momento e o que se criou após os Novos Baianos eles ainda não conseguiram ser superados, foram vanguarda e ainda se mantém na vanguarda da música, e eu gosto de muita coisa que considero muito boas, mas, nenhuma delas em minha humilde opinião supera os Novos Baianos.

Como disse lá no início este ensaio não é para traçar um quadro comparativo entre artistas e nem para convencer ninguém do meu gosto musical, mais ouvindo outro dia esta banda, não poderia deixar se fazer este registro. Os caras eram, são e serão eternamente fantásticos e as gerações futuras precisam ter algo que os  despertem, para que pesquisem e conheçam os NOVOS BAIANOS, a arte de verdade não pode ser esquecida nunca.

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

UMA ANÁLISE POLÍTICA DOS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS POLÍTICOS NO PÓS-ELEIÇÃO 2022

 

POR PROFESSOR JOÃO PAULO 


Hoje é dia 18 de novembro de 2022, tem exatamente 20 dias que o Partido dos Trabalhadores e uma grande frente em defesa da democracia, venceu a eleição no país. E como eu já tinha escrito em ensaios anteriores este governo seria um governo em disputa, até em função do amplíssimo arco de alianças construído para vencer a necropolitica fascista no país. Sempre avaliei que seria assim, mas, a burguesia está exagerando, antes do governo começar, já estão tentando pautar o governo, na verdade impor ao governo Lula a agenda neoliberal que pretendiam por em pauta com a tal terceira via.

É incrível como após o anúncio do relator da LDO e da equipe de transição de que o orçamento enviado para o Congresso, pelo atual governo não contemplava as necessidades do projeto de governo de Lula de combate à fome e à miséria no país, e por conta disto a equipe de transição está propondo uma PEC para poder usar 175 bilhões a mais, acima do Teto de Gastos, o "deus mercado", ficou ouriçado, exigindo a manutenção do "equilíbrio fiscal", a Rede Globo imediatamente deu início ao seu processo conspiratório, alguns dos "analistas jornalistas", já começaram a fazer o jogo sujo da Faria Lima. 

Estes próximos quatro anos não serão fáceis para nós, o campo popular e democrático, a esquerda no Brasil, não tenho dúvidas da importância de ter se formado a frente ampla para derrotar eleitoralmente a candidatura fascista, agora virão os ônus desta aliança. Certamente não teríamos vencido o processo eleitoral, sem a Simone Tabet, Marina Silva, Geraldo Alckimin, o apoio de setores mais racionais no PDT, e outras figuras que vieram apoiar a candidatura Lula no segundo turno. Também acho o Lula maior que todas e todos, maior inclusive do que o PT e se tivesse sido  qualquer outro nome o candidato, não teria a capacidade política de vencer o processo, dado o uso da máquina estatal promovido pelo representante da extrema-direita para vencer o processo eleitoral. Mas, certamente esta grande frente trouxe os votos que faltavam para vencer o aparato e o aporte financeiro usado pelos fascistas durante a campanha eleitoral. 

Entretanto, ao que tudo indica a eleição ainda não acabou de fato. O fascismo continua mobilizado, os fascistas continuam organizados, ocupando as ruas, leia-se frente dos quartéis, e conspirando contra a democracia, contra o resultado legítimo das urnas. Neste momento estão apenas protagonizando cenas em alguns momentos tenebrosas de violência covarde contra pessoas que transitam de casa para o trabalho, ou cenas patéticas de uma gente louca e burra fazendo papel de palhaços de verde e amarelo publicamente, mas, não nos enganemos, eles estarão mobilizados e na oposição. 

Por outro lado, já estamos assistindo aos pseudos aliados de campanha, representantes da burguesia, o tal mercado, a mão invisível que domina a economia e a política do país, usando a sua arma mais poderosa, a rede Globo, para tentar pautar a política econômica do futuro governo Lula. Estão a todo custo tentando impor ao PT, à centro-esquerda e a esquerda a pauta neoliberal da terceira via. Até a Simone Tabet, que foi muito importante na campanha, já deu uma alfinetada em um governo que ainda nem começou. 

Não teremos muita paz nestes próximos quatro anos, isso já está ficando bem claro nestes primeiros movimentos. Vamos ter que manter os movimentos populares mobilizados, para não permiti um novo golpe, ou o tencionamento da burguesia empurrando o governo para a direita. A pouco vi o Armínio Fraga, economista neolineral, ex-presidente do Banco Central nos governos do PSDB, falando sobre o risco de não seguir a pauta neoliberal do equilíbrio fiscal, e afirmando, que deve-se cuidar dos mais pobres, mas, sem desagradar o mercado. 

A Globo, desde que a equipe de transição de governo Lula falou da necessidade de se fazer um aditivo a LDO para garantir a manutenção do pagamento do Bolsa Família de R$ 600,00 e propôs um investimento de 200 bilhões de reais acima do tal teto de gastos, que é uma proposta econômica criada pelo golpismo de 2016, que não parou de afirmar a mentira que esta proposta pode levar o país a um caos econômico, mas, não tem coragem de dizer que nós quatro anos de governo fascista o teto de gastos, foi destruído, o Paulo Guedes e Bolsonaro, gastaram 700 bilhões acima do Teto proposto por esta burguesia. 

O quadro que vamos enfrentar é este. Os fascistas mobilizados, pelo que aparenta neste momento, sob nova direção, já que ao que tudo indica os Bolsonaros estão mais afim de se livrarem da cadeia do que de liderar esta horda sinistra. E a direita dita liberal conspirando para derrotar o governo Lula e impor sua agenda neoliberal, mesmo sem ter votos para eleger candidatos, mas, usando principalmente seus aparelhos ideológicos para minar o terreno das esquerdas e se reestruturar a partir de um fracasso, promovidos por eles, do governo que está para começar. 

Não nos enganemos, as declarações da Simone Tabet a revista Isto É, não foi uma vacilo, não foi uma declaração equivocada de uma aliada, tudo faz parte do mesmo pacote, tudo é parte do jogo político que está sendo jogando pela Faria Lima. Ela, a Simone, é a carta na manga da burguesia rentista brasileira, o processo eleitoral a cacifou para ser o nome da burguesia para 2026, ou para qualquer outro processo, afinal, não sabemos o que nos trará um futuro próximo. 

O certo é que este momento exige das esquerdas uma unidade de ações políticas que fortaleçam os partidos de esquerda no meio popular e ao mesmo tempo organizem os movimentos sociais e populares para o enfrentamento à classe dirigente brasileira (burguesia), pois, estes nunca abandonam a luta de classes e estão sempre prontos para nos golpear.

domingo, 13 de novembro de 2022

Super Live de Domingo - Lula na COP-27 Egito 2022


O Canal do MCOESO no Youtube apresenta: Marcelo Neves, Tadeu Quadros e Alan Denizart comentam a ´participação de Lula na COP-27.
Domingo às 10:00 da manhã.



PENTECOSTALISMO E NEOPENTECOSTALISMO, UMA DOITRINA DE FÊ OU UMA PATOLOGIA SOCIAL?


POR PROFESSOR JOÃO PAULO

Outro dia escrevi que estamos vivendo sobre uma patologia social que precisa ser cientificamente estudada por psicanalistas, historiadores, sociólogos e antropólogos e fui contraposto por um companheiro de luta, que disse que não podemos falar em patologia, pois, tiraríamos a responsabilidade destas pessoas que estão amontoadas nas portas dos quartéis protestando contra 0% de fraudes no processo eleitoral de 2022. 


De fato alguém precisa ser responsabilizado criminalmente por esta tentativa vil e fútil de golpear a democracia brasileira, na verdade mais uma tentativa, já que todo o governo da extrema-direita direita nazifascista teve como característica principal a radicalização de sua base visando criar sempre um clima de golpe de Estado no país. Mas, não podemos colocar todos que estão fantasiados de verde e amarelo bacando o "Zé Carioca", na mesma vala comum. Fazer isto é na verdade você partir do mesmo pressuposto de que o cara que fuma maconha deve ser preso como o traficante. 

Não podemos dizer que não há uma patologia social quando nos referimos à senhora que aparece em um vídeo toda fantasiada de periquito, segurando uma bíblia e chorando compulsivamente implorando a Deus "que mande seus exércitos para livrar o Brasil do grande mal", com o pastor Malafaia. No primeiro caso, temos uma senhora que foi de alguma forma convencida e/ou alienada da realidade, por sucessivas pregações de mentiras, produzidas e disseminadas pelas figuras dos líderes religiosos. 

Os líderes religiosos nestes casos devem e tem que ser responsabilizados criminalmente, pois, eles tem total consciência de que estão cometendo crimes seguidos quando mentem para seus fiéis e impõem a eles uma realidade inexistente e os obrigam a tomar atitudes irresponsáveis e criminosas contra o processo legal no país. Mas, a senhora fantasiada de periquito precisa de um tratamento psicossocial para se libertar do controle destes líderes que os estão os usando para fins pessoais.

Não dá para estabelecer que o trabalhador negro, bem poucos representados nestes movimentos a bem da verdade, mas, tem alguns sim participando, tem a mesma culpa do vei da Havan nos vários crimes que estão sendo cometidos com estas iniciativas golpistas no país, não são, os pobres que defendem o nazifascismo e o nazifascistas, estão sendo usados por serem ignorantes sobre política, são analfabetos funcionais, desprovidos de qualquer criticidade social. 

Continuo insistindo na tese de que nós que militamos na esquerda precisamos nos debruçar sobre o fenômeno do pentecostalismo e neopentecostalismo, aprofundar nos estudos, nos métodos utilizados para penetrar nas mentes e consequentemente nos corações das pessoas que fazem com quer pessoas que em seu cotidiano conseguem se relacionar socialmente e aparentemente pessoas de boa índole, e quando se trata de política e fé, tornam-se monstros, insensíveis e capazes de transitar entre o   ridículo à perversidade sem se dar conta de suas ações. Para que a gente não haja como a mulher que joga a criança fora junto com a água da bacia, precisamos compreender profundamente este fenômeno.

Estas pessoas sofrem um tipo de intervenção psicossocial promovida por pastores, padres, líderes Kardecistas e até babalorixás e yalorixás que tiveram suas crenças também perpassadas pela ideologia pentecostal e principalmente neopentecostal.

Apesar de sempre trazer a referência de que esta ideologia está transversalizada em todos seguimentos religiosos, não posso deixar de dizer que é no protestantismo que ele encontrou acento, o solo mais fértil para sua disseminação. Não trato o pentecostalismo e o neopentecostalismo como corrente teológica, pode até ter nascido nos Estados Unidos nesta perspectiva teologica, mais rapidamente os detentores do poder, perceberam o potencial deste pensamento como uma ideologia com a possibilidade política de ser usada em favor do imperialismo norte-americano e do capitalismo rentista mundial. E foi neste sentido que esta ideologia foi propagada em toda a América Latina, em países do continente Africano e nos países mais pobres do continente Asiático. Manter a população pobre, explorada e oprimida pelo modo de produção capitalista, em estágio de contemplação de um mundo ideal imagético é um ótimo remédio para tornar o oprimido cordato diante da realidade objetiva. 

E este é o papel do pentecostalismo e do neopentecostalismo neste início de século XXI, tornar o oprimido cordato diante de um opressor que parece ser um semideus para estes oprimidos. É este o olhar que a maioria dos fiéis destes segmentos religiosos têm dos seus líderes figuras que parecem está acima do bem e do mal, escolhidos de Deus para guiar seu povo até a terra prometida, que surgirá no dia do juízo final, um discurso antigo, medieval até, mas, que perdurou na história humana, sobretudo, no mundo cristão ocidental e que voltou fortemente, claro que vestido com uma nova roupagem, mas, com muita força desde meados do século XX.

Mas, o ponto central aqui é a pedagogia utilizada por estes segmentos pentecostais e neopentecostais, que conseguem dialogar de forma contundente e imperativa, com a população mais vulnerável dos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Uma relação norteada por um misto de medo apocalíptico, com a esperança da vida no paraíso e da salvação eterna, que fez nascer um exército de figuras completamente descoladas da vida real e vivendo em um multiverso criado pelos pastores em sua maioria, já que é no protestantismo a grande expressão destes segmentos pentecostais e neopentecostais, mas, também de padres absorvidos pelo pentecostaliamo norte-americano, e líderes espirituais de outros segmentos religiosos cristãos e também não cristãos.

Claro que sabemos que estes caras que estão nas ruas lutando para que "democraticamente se instaure uma ditadura no país", estão incorrendo em crimes graves contra a ordem política no país e se estão cometendo crimes têm que serem punidos pelas instâncias responsáveis pela manutenção da democracia. Mas, não podemos deixar de compreender que a maior parte destas pessoas que estão sendo usadas para formarem o grosso destas ações golpistas, são seres adoecidos por essas lideranças que de fora do enfrentamento direto, resguardados pelos muros altos de suas mansões fortificadas, induzem este povo adoecido por este mundo imagético a que foram submetidos por esta gente perversa a viverem ou vegetarem.

Temos assistidos a cenas da vida real que beira à loucura, em um sentido mais amplo da palavra loucura, coisas pitorescas e hilariantes, típicas das esquetes dos antigos programas dos Trapalhões ou do Comando Maluco, protagonizadas por gente comum, como nós, por famílias tidas como normais, em espaços públicos sem se dar conta do papel ridículo a que estão sendo submetidos, e estas pessoas não podem por uma questão política, serem vistas como golpistas somente. 

Estas pessoas certamente estão sofrendo de uma patologia social, que também é política, já que atententam contra a liberdade, contra o contrato social, contra a democracia,  mesmo que seja esta a democracia burguesa. E vencido este processo pós eleitoral, nós cientistas sócios teremos que nos debruçar sobre o fenômeno da doença social do pentecostalismo e neopentecostalismo para entendermos o problema e quem sabe até tirar alguma lição disto para nos ajudar na difícil tarefa de criar uma consciência de classe para toda classe que vive do trabalho no país e no mundo. 

Não dá para nos sectarizarmos este debate, há muito mais para ser discutido sobre este momento histórico do que imaginamos, até porque, este não é um fenômeno brasileiro, está acontecendo em todo o planeta neste início de século. E se um fenômeno social acontece ao mesmo tempo em várias regiões do planeta, certamente as ciências das humanidades precisam estarem atentas a ele. Continuemos vivenciando e acompanhando, estes acontecimentos históricos-sociológicos para termos certeza do antídoto que devemos usar para combater algo que pode levar a humanidade ao mais completo caos civilizatório.

terça-feira, 8 de novembro de 2022

A EXTREMA-DIREITA É BURRA, MAS, É PERIGOSA, ESTEJAMOS ALERTAS

 Por Professor João Paulo

Neste país chamado Brasil, temos eleição direta desde 1843. Tivemos eleições marcadas por fraude eleitoral o tempo todo, fraudes cometidas sempre pela classe dominante (a burguesia). Nunca em nossa história tivemos uma eleição fraudada para favorecer a classe que vive do trabalho, ou a classe trabalhadora.

Ao contrário disto em todas as vezes que os trabalhadores tiveram próximos de ameaçar a dominação burguesa neste país, foram duramente reprimidos, na maioria das vezes pagaram com suas próprias vidas.

Esta é a história do Brasil resumida em rapidíssimas palavras. Foi assim com os indígenas que se rebelaram contra a escravização, foi assim contra os povos negros que lutavam por suas liberdades, foi assim com os pobres que buscaram melhores condições de vida durante o período regencial, foi assim que aconteceu no período imperial, na primeira república, no estado novo, nos anos 50, 60, 70 do século XX, desde a primeira tentativa de golpe militar até o final da ditadura militar em 1985. 

A partir deste ano mencionado a pouco, o país entrou em uma tentativa de democratização, "redemocratização", tivemos a Assembléia Constituinte, onde foi produzida a Constituição Cidadão com sua promulgação em 1988, logo após a primeira eleição por sufrágio universal 1989, e logo ali ficou claro que a sonhada "democracia liberal brasileira" não passava de um sonho da esquerda, a burguesia, jamais permitiria um processo político limpo, pleno, verdadeiramente democrático, pois, esta burguesia brasileira continuava e continua sendo a mesma burguesia escravocrata de outrora.

A burguesia venceu de 1989 à 2002, neste período tivemos a instauração do projeto neoliberal, que começou com o fascista Collor de Melo, um candidato criado pela grande mídia burguesa e pela FIESP, FEBRABAN e pela CNI, um projeto que fracassou retumbantemente, obrigando à própria burguesia abrir mão do seu próprio projeto e improvisar, transformando um partido que nasceu para ser social democrata na maior expressão do neoliberalismo no Brasil, o PSDB. 

Nós, militantes de esquerda sempre perdemos no processo político brasileiro, mas, em nenhum momento, mesmo sabendo que em todos os processos eleitorais, fomos radicalmente prejudicados pela máquina burguesa, que sempre utilizou dos métodos mais espúrios para vencer as eleições, nunca colocamos em xeque o processo democrático brasileiro, tivemos alguns momentos de radicalização política, em função da também radicalização e violência da burguesia, mas, sempre prezamos pelo debate democrático de ideias. 

Em 2002 vencemos as eleições presidências, muito em função de mais um retumbante fracasso do modelo neoliberal no Brasil. O governo do PSDB, que já havia vencido dois pleitos eleitorais com todo o apoio da burguesia e de sua mídia burguesa, com todo o dinheiro empregado nas campanhas pela burguesia brasileira, com a sucessão de mentiras disseminadas contra as esquerdas, e nós mesmos diante das disparidades que as disputas eleitorais sempre nos impôs, nunca rompemos com o contrato social, respeitamos os resultados das urnas, sempre questionamos as injustiças que é a disputa eleitoral entre a direita, apoiada e patrocinada pela burguesia, contra a esquerda, mantida pela classe trabalhadora e pela militância orgânica, mas, sempre respeitamos os resultados do jogo democrático. 

Vencemos em 2002, o neoliberalismo fracassou e as condições objetivas para uma vitória do campo popular, das esquerdas estavam dadas, assumimos a direção do Estado, fizemos os melhores governos da história deste país, diminuímos substancialmente o tamanho do abismo social que separa os ricos dos pobres no país. Sofremos uma oposição radical da burguesia brasileira e também internacional, até tudo certo, faz parte do jogo democrático, a partir de 2013, prevendo que perderiam novamente o processo eleitoral, a burguesia iniciou uma nova etapa de radicalização política no país. Teve início o que a as ciências humanas chamou de guerra híbrida, lawfare, guerra jurídica. Ciente de que não teriam chance de vencer as eleições pelas vias democráticas, a burguesia pôs em prática mais um processo golpista no país, claro que este processo não começou em 2013, as próprias denúncias do Mensalão, as prisões sem provas das principais lideranças nacionais do PT, a eliminação de possíveis candidatos à sucessão de Lula, já fazia parte deste projeto golpista. Mas, a radicalização deste processo vai se dá em 2013, com as manifestações que alguns historiadores chamam de "Jornadas de Junho" eu prefiro chamar de a marcha dos idiotas, pois era isto que era aquelas manifestações, um monte de gente patrocinada pela burguesia paulista, protestando contra porra nenhuma, ninguém ali sabia ao certo contra o que estavam lutando, nem mesmo os setores de esquerda que bestialmente foram levados as ruas e ajudaram a preparar o cenário ideal para uma aventura golpista da burguesia contra o Partido dos Trabalhadores e principalmente contra o povo brasileiro que ingenuamente trabalharam contra eles mesmos. 

O golpe que culminou em 2016 e 2018 foi responsável direto por chocar o ovo da serpente do fascismo no Brasil. O povo completamente ignorante para a política, estimulado e empurrado para uma ação militante em que eles só sabiam que era contra o governo atual, sem nenhuma discussão política lastreada por uma teoria política, com lideranças também bestiais como os movimentos MBL, Vem Pra Rua, Anônimos Online, tornara-se presa fácil para a eclosão de um sentimento fascista e dominação por uma ideologia que na verdade sempre esteve no imaginário coletivo de um percentual significativo da população brasileira.  

Este movimento político que foi requentado na mentalidade, no ambiente cultural do nosso tecido social, só precisava de uma voz que oralizasse todos os absurdos movidos pelo ódio de classe que sempre existiu na história do país, e o Bolsonaro, se tornou esta expressão deste ódio de classe, uma figura abjeta, inapta, inepta, com uma linguagem xula e vulgar, tão emburrecido como esta parcela bestializada da população, racista, homofóbico, machista, intolerante, fundamentalista, misógino, sexista, xenofóbico, era tudo que o fascismo precisa para se estabelecer como corrente política. 

E o fascismo chegou ao poder no país, aqui faço uma diferenciação e afirmo que o fascismo chegou ao poder, sempre que faço referência a eleição e governo digo que tal grupo político chegou à direção do Estado. Mas, para o fascismo o processo é diferente. Primeiro porque estes caras chegaram à direção do Estado com total apoio da burguesia brasileira. Setores da burguesia urbana só rompeu quando perceberam que haviam feito merda em apoiar um cara tão perverso até para os padrões desta burguesia que flerta com o liberalismo econômico. 

Segundo porque os fascistas buscaram a todo o momento aparelhar as instituições do Estado Brasileiro, para promover uma ruptura com a democracia liberal burguesa, algo que esta burguesia mais liberal da urbe não poderia admitir, pois, coloca em risco até mesmo o poder que esta burguesia sempre exerceu sobre o Estado. E por fim, mais não menos importante, os fascistas no poder demonstraram uma incapacidade, uma incompetência nunca vista na gestão do Estado Brasileiro, nem mesmo o Collor de Melo, foi tão incompetente para gerir a economia, ao ponto de parte da burguesia, quase toda ela, a exceção do Agronegócio, perder dinheiro, e aí quando meche no bolso da burguesia o negócio fica estreito para quem faz isso. 

Mas, aí surgiu o grande problema para o país o ovo da serpente que foi chocado pela burguesia, pariu um monstro feio, disforme, mas, que ganhou muita força em pouco tempo, não por méritos próprios, mas porque durante o processo de incubação do ovo para ser chocado, a burguesia não percebeu que estava produzindo o Frankenstein brasileiro, produziram o monstro e quando tentaram controlá-lo ele já tinha ganhado as ruas.

Este monstro cresceu, rompendo com a ordem democrática em todos os sentidos, até mesmo para a democracia burguesa que eles juram defender. O fascismo no Brasil se transformou em uma seita religiosa, uma junção de fundamentalismo religioso pentecostal e neopentecostal com o ódio de classe disseminado através da mídia contra tudo que é de esquerda ou mesmo liberal. Conservador de uma pauta de costumes extremante atrasada e sem solidez teórica, juram que defendem a família tradicional nos moldes burgueses, pai, patriarcal, o chefe de família, provedor e proprietário da autoridade familiar, mães que até tem direito a falar e opinar sobre as coisas da família, mas, que respeitem o patriarcalismo, filhos que seguem obedientemente e de forma cordata os desejos dos país, estes defensores da família tradicional, apesar da defesa irracional desta instituição, não se importa se o patriarca seja um tirano, perverso que maltrata os filhos e a esposa. 

Um falso patriota que veste as cores da bandeira sem se importar, no entanto, se os rumos da economia sejam de entrega das riquezas nacionais para o capital estrangeiro, ou se o país está submetido as determinações e aos interesses do capital financeiro internacional, sem a possibilidade de ser uma nação soberana, na verdade nenhum destes nacionalistas conseguem compreender nada sobre a geopolítica global. Os filhotes do fascismo são na verdade totalmente ignorantes sobre política, sobres história, sobres sociologia, sobre geopolítica, sobre filosofia, sobre teologia, sobre antropologia, sobre tudo na verdade.

Uma ignorância tão latente que eles chegam a dialogar com o ridículo, somente uma gente com este nível de desenvolvimento cognitivo são capazes de protagonizar as cenas que nos acostumamos a assistir nos últimos anos neste país. Literalmente um rebanho, formado por figuras patéticas, perigosas a bem da verdade, mas, patéticas, que se vestem de verde e amarelo, se apropriando dos símbolos nacionais para por em prática as ações mais absurdas de negação da democracia, de questionamentos à ordem institucional, de ruptura com preceitos constitucionais. Incapazes de perceberem a dimensão de sua ignorância acreditam serem os verdadeiros donos do país, acreditam que os 23% ou 25% que formam esta ordem fascistoide, a extrema-direita, formam a maioria do povo brasileiro e tem coragem de ficar no meio da rua, propondo uma ruptura institucional e gritando que todo poder emana do povo.

Idiotas, sem querer ensinar nada a vocês, mas, 01% da população de uma cidade amotinada na porta de um quartel do exército ou até mesmo de um “Tiro de Guerra”, não representa o poder soberano que emana do povo. Este 01% da população que ainda tenta o golpismo no processo eleitoral de 2022, não se apercebeu e nem vai perceber, pois, são acéfalos, que quem fraudou a eleição deste ano foi o candidato que eles defendem com tanto afinco. Foi o ex-presidente e ex-candidato à reeleição que criou o “pacote de bondades” para tentar voltar a ser um candidato competitivo, foi este cara que criou o orçamento secreto para distribuir dinheiro para os deputados de a sua base comprar votos em todo o país, foi este candidato que usou a religiosidade do povo para forçar as pessoas a votarem nele, foi este candidato que usou a máquina do Estado para impedir que eleitores chegassem até as urnas para votar, foi este candidato que cometeu crimes eleitorais para tentar se reeleger e por fim, depois de derrotado, é este ex-tudo, que está incentivando estes retardados mentais a continuarem amotinados nas portas dos quartéis e do “tiro de guerra”, fazendo o papel ridículo de tentarem uma ruptura institucional.

Há algumas coisas que não podem deixar de serem ditas, mesmo sob o risco de ser repreendido por outros analistas da cena política, ou mesmo, sob o risco de ver o que escreveu ser desconstruído pela história. Afinal, este 01% podem começar um processo político que incendeie o país e até conseguirem um novo golpe de Estado. Mas, este movimentos puxado por esta horda fascistoide em várias cidades do país, é uma grande comédia pastelão da pior linhagem do cinema norte-americano, quero dizer que não tenho nada contra comédias pastelão, assisto e dou boas risadas de algumas delas, adoro assistir “Corra Que a Polícia Vem Aí”, “Top Gang” ou “Todo Mundo Em Pânico”, e também dou boas risadas desta turma amotinadas de verde e amarelo, são patéticos de mais, aqui em Vitória da Conquista no interior da Bahia eles estão batendo o recorde mundial de cenas cômicas por minutos desde que se amotinaram na frente do Tiro de Guerra, acho até que seria um documentário bacana e muito engraçado se alguém da área do cinema estivesse filmando para depois transformar em filme. 

Mas, como já escrevi anteriormente, não podemos achar só engraçado, até podemos rir desta gente, pois, são parte de uma comédia social trágica. Mas, temos que ter o devido cuidado com o que esta turma pode produzir para futuro, afinal, estes que estão aí nas ruas, mesmo sem entenderem nada do que estão fazendo, são os fascistas, formam a extrema-direita do país, e certamente serão arrebatados por alguma outra liderança que tentaram ficar com o espólio do Bolsonaro, que provavelmente vai desaparecer da cena política assim que levantar da cadeira presidencial, pois, é tão burro que não conseguirá se manter em evidência sem um cargo, talvez até um dos seus filhos, que por acaso tenha se elegido ao legislativo,possa herdar este espólio, se não for um bolsonaro, certamente outro alguém herdará esta turma, e certamente ainda iremos ouvir falar desta extrema-direita, destes fascistas eivados de ódio de classe, mesmo sendo estes fascistoides membros da classe que vive do trabalho, ou vítimas deste mesmo ódio.

Neste sentido, mesmo achando engraçado estas manifestações que são dignas de boas risadas até pelo comportamento absurdo e irracional deste fanáticos fundamentalistas, devemos ter muito cuidado com o que o futuro nos reserva. Estes caras são capazes de qualquer coisa pois, são fanáticos fundamentalistas sem nenhuma racionalidade. Ontem presenciei um grupo de uns 40 destes, perseguindo um rapaz portador de necessidades especiais, o acusando de ter pichado os seus carros enquanto estavam amotinados na frente do quartel, não sei se esta ação não teria tido um desfecho trágico se não fosse pela intervenção da polícia militar. Então achemos graça, é um direito nosso, mas, fiquemos atentos para as cenas dos próximos capítulos da luta contra o fascismo em nosso Brasil.

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

DO RIDÍCULO AO PERIGO DO NAZIFASCISMO

POR PROFESSOR JOÃO PAULO

Pôncio Pilatos em uma conversa particular com Tito Lívio sobre os costumes, crenças e fé dos Judeus, disse que era muito “pomposo” rir, achar engraçado todas as tradições da fé judaica, já que Lívio promovia peças teatrais ridicularizando a religiosidade do povo dominado e escravizado por Roma. Certamente ele acreditava que aquela fé podia ser um ótimo mecanismo para motivar os judeus a se rebelarem contra o poder de Roma. Pilatos estava errado, a fé judaica não os motivavam a lutar por sua liberdade, ao menos não motivava a maioria dos judeus, somente os Sicários defendiam a luta armada contra os romanos, os outros “partidos” que formavam os grupos sociais daquele povo, estavam dispostos a aceitar a dominação. 

Os Saduceus, que mantiveram seus privilégios sócio-econômicos e políticos na sociedade, mesmo com a dominação romana, aceitavam a dominação e procuravam adequar seu modelo de vida à cultura romana. Os Fariseus, doutores da Lei, responsáveis pela manutenção da fé judaica, se preocupavam em manter a sociedade como estava. Dominada por uma potencia política, econômica, imperialista internacional, desde que estes dominadores permitissem a continuidade da religiosidade judaica e garantisse este grupo social mantivessem a hegemonia cultural do povo judeu e parte do soldo dos impostos cobrados ao povo mais pobre da Judéia e da Galiléia.

Quem realmente sofria com a dominação romana sobre Israel eram os Zelotes, maioria da população, formada por trabalhadores pobres, mulheres que eram oprimidas pela própria lei judaica, crianças obrigadas a trabalhar desde a infância. Os Zelotes queriam mais do que tudo a liberdade em relação aos romanos, mas, também ansiavam por uma mudança na estrutura da sociedade, em que deixassem de ser explorados também pelos Saduceus e Fariseus. Este grupo social, ou “partido”, esperava a vinda do Messias, o libertador do povo. Este grupo era formado por homens pobres, analfabetos, ou com pouco conhecimento formal, mulheres educadas para servirem seus maridos, não eram vistas como cidadãs. 

Foi deste grupo social que surgiu o grupo que ficou historicamente conhecido com Sicários. Este nome se deu em função da arma que usavam, facões curvos que eram chamados de Sicas, e este grupo de zelotes defendiam a luta armada contra o Império Romano. Entendiam que os seus lideres, saduceus e fariseus eram corruptos, subservientes a Roma e que somente a revolução armada libertaria os judeus da escravização por Roma.

Feito este pequeno histórico, volto ao tema que me motivou a escrever este ensaio. Aqui no Brasil vivemos uma condição social bem próxima da realidade vivida pelos Judeus no período em que Jesus Cristo vivia entre eles. Aqui também temos uma nação imperialista que domina a sociedade brasileira, na realidade este país foi invadido em 1500 e de lá para cá, Portugal, Espanha, França, Holanda, Inglaterra e Estados Unidos, já dominaram o Brasil respectivamente. Mas, aqui sempre teve os saduceus, homens ricos que só querem ficar ainda mais ricos. Fariseus, intelectuais de direita, que utilizam do saber para fazer dinheiro e por isto aceitam o domínio do país imperialista estrangeiro. E temos o povo, a grande massa populacional que historicamente é oprimida, explorada por todos estes exploradores.

Assim como no tempo em de Jesus a ignorância sempre foi à arma usada pelos exploradores para manter os explorados sobre controle. Ter um povo dominado, oprimido, explorado e com baixíssima capacidade de compreender sua realidade é a forma mais fácil de garantir a manutenção do processo de opressão sem resistência dos oprimidos. Nós que somos militantes de esquerda, a vanguarda da classe que vive do trabalho, já sabíamos que a massa da população brasileira é ignorante. Jesus Cristo também sabia quando iniciou seu ministério pela libertação do “homem todo e todo homem” que se depararia com uma massa ignorante e descrente de sua capacidade de fazer transformação, mas, ele tinha o poder de Deus consigo e passou a operar milagres para que as pessoas compreendessem que ele era o Messias. Mesmo assim, foi perseguido pelos saduceus e fariseus, que conseguiu colocar o povo que ele tanto ajudou contra ele, no momento de sua prisão e condenação a morte na cruz.

Repetindo a história, claro que aqui não faço comparações com Jesus Cristo e seus discípulos, mas, os saduceus e fariseus de hoje, também conseguiram jogar sobre nós, a vanguarda do proletariado, a mácula de que somos os pecadores, mentirosos, comunistas malvados, que queremos plantar uma ditadura no país e o nosso povo, também ignorante, aceitou a todas estas mentiras como se fosse uma verdade absoluta e boa parte deles, quase a metade do país passou a nos condenar, o processo eleitoral mostrou isto, precisou que nós que sempre estivemos ao lado do povo, nos aliássemos com setores menos atrasados da burguesia para salvarmos o país dos saduceus e fariseus, (burguesia fascista trazendo para nossa realidade) que dominou o país após o processo de golpe de Estado que culminou com o falso impeachment de Dilma e com a farsa ilegal da prisão do Lula.

A questão é que nós já tínhamos consciência de que o nosso povo também era ignorante, despreparado para a participação política, analfabetos funcionais. O que nós não sabíamos ainda, era a dimensão do mal que foi produzido nas mentes de parcela significativa da população durante o processo golpista que culminou em 2016 e 2018. Claramente o estrago foi muito maior do que alguns de nós imaginávamos. Sinceramente eu já esperava por isto, pois, sempre fiz as analises sobre política a partir da perspectiva cultural e sempre afirmei que a burguesia havia criado uma cultura da idiotização radical sobre o povo brasileiro, hoje eu acredito que esta cultura seja global.

Ontem dia 02/11/2022, três dias após o encerramento do processo eleitoral ainda estava em curso um processo de revolta dos eleitores e seguidores do fascismo no país desrespeitando os resultados das urnas, desrespeitando o processo democrático e tentando de alguma forma criar um clima de convulsão social no país, assim como foi feito em 2014, quando o candidato Aécio Neves iniciou um processo que culminou com o desfecho do golpe que havia começado com a farsa do “mensalão”. Havia uma áurea golpista no país, desde 2013 quando a grande mídia conclamou eventos pseudo populares por todo o país contra a presidente Dilma Rousseff, processo que foi chamada de “jornadas de junho”, mas, eu chamei de marcha dos idiotas.

Estes idiotas, já no dia 31/10/2022, passaram a fazer manifestações questionando o resultado das eleições do dia 30. Sob uma argumentação idiota de uma suposta fraude eleitoral, discurso que já vinha sendo trabalhado pelo presidente fascista Jair Bolsonaro e seu gabinete do ódio instalado no palácio do planalto desde que tomou posse em 2019 ocupou estradas por todo o país, fechando estas estradas como se representassem a categoria de caminhoneiros, sabemos que foi uma minoria, funcionários do agronegócio, que tenta inflamar o país acreditando estarmos ainda vivendo sob a conjuntura de 2014, não estamos!  E exatamente por estarmos em outro momento histórico os movimentos não vão da certo, o resultado eleitoral já foi aceito por todos os países e por todas as lideranças mundiais, internamente, somente o presidente fascista ainda não admitiu a derrota eleitoral, mas, seus apoiadores mais próximos já se pronunciaram aceitando a derrota eleitoral e alguns já encaminham acertos políticos com o presidente eleito.

Mas, as cenas que assistimos ontem em todo o Brasil, após a convocação da rede fascistoide para ocuparem as frentes dos quartéis das forças armadas, “pedindo uma intervenção federal com o presidente Bolsonaro à frente”, mais uma vez sabe-se lá o que isto quer dizer, foram de fato cenas pitorescas, no melhor estilo comédia pastelão norte-americana. Postei em um grupo de Whattsap um áudio falando sobre o que vi aqui em frente ao Tiro de Guerra algo com este teor cômico e um companheiro chamou minha atenção para os riscos políticos que isto representa, já que este circo aconteceu em quase todo o país, o que mostra a que a base bolsonarenta está articulada e mobilizada. 

Mas, não dá para não rir de algumas pessoas, vestidas com a camisa da seleção brasileira, marchando de forma muito engraçada em frente ao Tiro de Guerra, enquanto o carro de som toca “eu te amo meu Brasil, eu te amo, meu coração é verde, amarela e branco, azul de anil” OS INCRIVEIS, enquanto alguém com uma voz desafinada até para gritar dizia, “QUE BONITO, QUE LINDO”. Aí me reportando ao início deste ensaio, e lembrando a frase de Pôncio Pilatos a Lívio, realmente “é pomposo rir desta cena”, acontecimentos como estes devem ser levados a sério por nós que temos consciência de classe, consciência do papel político da classe que vive do trabalho e que estamos na “vanguarda do proletariado”, mas, que a cena foi muito hilária não resta dúvidas.

Mas, este companheiro está coberto de razão. Podemos até achar engraçado acontecimentos com estes, mas, não podemos menosprezar o poder de articulação desta horda idiotizada, que certamente não vai lograr louros nestas ações antidemocráticas, pois, não existe uma conjuntura favorável a eles nem no Brasil e nem no mundo. Mas, estas mobilizações, mesmo que patéticas e esvaziadas em relação à quantidade de votos que os fascistas obtiveram nas urnas e em relação a outras mobilizações que tivemos anteriormente, mostra que não podemos negligenciar esta gente. 

O nível de dominação ideológica e cultural que se criou após o processo golpista no Brasil do século XXI é muito maior do que imaginávamos. Acredito que a seita fascista agora derrotada eleitoralmente vai voltar para o tamanho que realmente tem, mas, mesmo perdendo força, e voltando para seu tamanho real, ainda é grande o suficiente para fazer muito barulho e precisa ser combatida permanentemente por nós que defendemos um modelo de sociedade mais fraterno, mais justo, mais igualitário. No mínimo esta horda perversa e eivada de ódio, tem hoje o mesmo tamanho que nós, a esquerda brasileira, sabendo que ela conta com o apoio irrestrito dos setores religiosos pentecostais e neopentecostais e não mais só dos segmentos protestantes, hoje estas correntes fundamentalistas estão transversalizadas em todas as religiões que permeiam o tecido social brasileiro.

Estes fundamentalistas certamente não sabem o que defendem, mas, certamente vão fazer tudo que os líderes mandar, e se a deliberação for para se alinharem as células neonazistas que se espalharam pelo país eles irão se alinhar. Não foi à toa que vimos cenas medonhas desta galera marchando feito imbecis nas ruas, não foi à toa que vimos um grupo até numeroso de brasileiros e brasileiras cantar o hino nacional com a mão direita em riste como os nazistas da Alemanha de Hitler fazia, a bem da verdade, mais da metade daquelas figuras não sabiam a simbologia do gesto, mas, fizeram porque foram levados a fazer por lideres que sabiam o que estava sendo simbolizado naquele momento.

Neste sentido, o chamamento feito pelo compas Mazinho está corretíssimo, daqui para frente precisamos está em estado de mobilização permanente, precisamos assumir o papel de vanguarda e iniciar um amplo processo de formação de novas lideranças, precisamos unificar os movimentos populares, os sindicatos, a esquerda de forma geral, valorizar mais o que nos convergem do que o que nos divergem e ocupar todos os espaço políticos que perdemos em função da ação golpista da burguesia brasileira. Sigamos lutando e sigamos juntos por uma nação mais fraterna, mais justa e mais igualitária.

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

MADEIRA PODRE

Por Josafá Santos*

A cadela fascista sempre está no cio. Brecht já nos deixou essa máxima. Essa cadela e suas crias, que não são poucas, já rastejaram por muitos terrenos, em vários tempos, de tempos em tempos retornando a cruzar e a novamente procriar, parir suas serpentes. 


Uma das características mais marcantes de um fascista é que ele se apropria da estrutura democrática (sua teoria e prática – as eleições livres) para chegar ao poder. Uma vez no poder, a democracia e suas estruturas (as eleições livres em especial) são aleijadas, extintas. É um plano: chegar ao poder através das urnas e depois queimar as urnas que os elegeram. Quando as urnas não os elegem... que se queime as urnas, que não se aceite o resultado, que se alterem as regras do jogo. É algo como procurar um psiquiatra que lhe diga exatamente o que ele (o paciente doente) quer ouvir, a verdade que ELE deseja ouvir, que ele não é doente, verdade que está exatamente ao lado oposto do real, afinal, ele É / ESTÁ doente. E esse paciente (doente) vai passeando de um psiquiatra (ou psicólogo, ou terapeuta, ou analista) a outro até que ele finalmente encontre UM que satisfaça o seu desejo doente. Não encontrando, ele cria a sua própria teoria Psí, o seu próprio mundo, seu universo paralelo, onde as leis que o regem sejam construídas de acordo as suas aspirações e visão distorcida. Essa criação, de início é solitária, mas rapidamente passa a ser coletiva e o povoamento desse universo bizarro é rapidamente efetuado. O motivo? Simples: Esses sujeitos alienados da realidade, essas crias da cadela fascista? Seu nome é Legião, porque eles são muitos.


Já vimos esse teatro de horrores antes, o mundo já viu. A cada nova aparição se mostram com alguns novos detalhes, com uma nova roupa, novo perfume, ora com um novo ator, um novo profeta inspirado por deus (com “d” minúsculo mesmo), ora com um discurso mais polido, mais bem elaborado, mais camuflado. Como se isso fosse funcionar, essa estratégia bufâ de envernizar madeira podre para lhe dar uma aparência mais agradável. Não funciona, claro. Mas eles tentam. 


Até pouco tempo, essa matilha pedia abertamente, sem rubor algum na face uma INTERVENÇÃO MILITAR no Brasil, o que é crime grave, previsto em Lei (Lei de Segurança Nacional No 7.170/83, na Lei dos Crimes de Responsabilidade, No 1.079/50, e no próprio Código Penal, em seu artigo 287). Eles sabem disso, não agem por ignorância da Lei, mas por total assumido desrespeito à ela, como convém a todo  perverso.

 

Seguindo os passos ladinos de um advogado mau caráter, que usa incansavelmente da má arte da falácia, da retórica, hoje eles usam outro termo, um menos agressivo, mais palatável ao ouvido do povo incauto, a quem buscam, incansavelmente encantar com seus assobios de sereia, e arrastá-lo para o fundo sem vida do lago morto, o lodo de onde saíram. Trocaram o termo INTERVENÇÃO  MILITAR por INTERVENÇÃO FEDERAL. (clique aqui para saber a diferença: encurtador.com.br/cgmEH ). 


Verniz sobre madeira podre, lembram? Não funciona. A madeira continua podre, está infestada de cupins, para nada serve, nada será construída com ela e seu fim, inexorável, será: ou a terra que tudo come, ou a fogueira, destino purificador de tudo que é mau, que para nada serve, que não merece ocupar espaço e tempo nesse mundo. Já tentaram isso antes, mas não passaram. Os que por ventura, tenham conseguido ou venham a passar, não foram / não irão muito longe. Não irão. NÂO irão.


(*)Josafá Santos

Historiador, Grnd. Em Psicologia, Antifascista.

PRECISAMOS DE TODOS NESTE NOVO MOMENTO HISTÓRICO, NÃO VAMOS ARREDAR O PÉ DA LUTA

 
POR PROFESSOR JOÃO PAULO

A cada momento fica mais evidente que uma grande mudança ocorreu no país, o ex-presidente interino do país, “o coiso”, o inominável, o representante do fascismo bestializado, que há quatro anos tira umas férias da vida, sentado na cadeira da presidência da república, está a cada dia mais isolado politicamente no país. No cenário internacional desde que fez o primeiro discurso na ONU, que nenhum país, nenhum chefe de Estado o leva a sério, “ele não visitado por ninguém, ele não é recebido por ninguém”, parafraseando Gabriel o Pensador, na música “Eu queria morar numa favela”.


O ex-presidente Lula e agora presidente eleito já vai representar o Brasil na COP 27, mesmo antes de assumir a cadeira definitivamente, o mundo civilizado já o tem como o presidente, fecharam as urnas e o mundo já havia o reconhecido como o verdadeiro presidente da República Federativa do Brasil. Só quem ainda não o reconhece como o presidente democraticamente eleito pelo sufrágio universal, é o ex-presidente interino de saudosa memória e o rebanho de periquitos australianos.

Mas, não teremos uma tarefa fácil pela frente. É preciso pacificar o país para garantirmos a governabilidade para colocarmos o país nos trilhos nos próximos quatro anos. Será necessária muita pedagogia política para reconstruir todas as estruturas destruídas nos últimos seis anos, os governos golpistas de caráter ultraliberais que usurparam o Estado Brasileiro promoveram o maior desmonte já promovido em nossa estrutura estatal. E isto foi feito sem nenhuma responsabilidade política com o país e com o povo brasileiro. Condenaram o povo brasileiro as piores condições sócio-econômicas de nossa história, pois, as políticas econômicas implementadas foram de uma perversidade extrema com a população mais pobre, com a classe que vive do trabalho e não foram postas em práticas nenhuma contra partida governamental com políticas públicas para esta mesma população. 

Mesmo com a vitória eleitoral do PT e da frente ampla que se formou em defesa da democracia, o país não encontrou a normalidade política. Incrivelmente, mas, não para nosso espanto a horda fascistoide resolveu crer em mais umas fake news pós eleitoral e estão querendo um terceiro turno. Estimulados por empresários inescrupulosos que se deram bem nesta leva de desmonte do Estado, fazendo contratos ilegais com os governos golpistas e depois com o governo fascista, um pequeno grupo, espalhado pelo país está fazendo arruaças, fecharam algumas rodovias, afinal, tem ao seu lado o silencio colaborativo da PRF aparelhada pelo bolsonarentismo, e depois da fala de um minuto e meio de presidente na tarde do ultimo dia 01/11/2022, os youtubers convocaram que os caras fossem para frente dos quartéis em várias cidades do Brasil pedir “intervenção federal com o presidente bolsonaro à frente”, seja lá o que quer dizer isto.

Mas, certamente esta bagunça organizada pelo rebanho não deve ter vida longa, na verdade ninguém está levando a sério. Em outros momentos estaríamos assistindo uma cobertura ininterrupta dos grandes veículos de imprensa, escrita, radiofônica e televisiva, mas, me parece que não foi dada uma dimensão política a este festival de palhaçada, vai se esvaziar em se mesmo. É só uma ação transloucada de uma gente burra que emergiu do golpismo que vitimou este país, mas, que a história já está cuidando de fazer as reparações no momento certo. 

Mas, uma coisa é certa, não podemos subestimar esta gente, são perversos, são capazes de qualquer loucura, pois, além de perversos, formam uma seita endoidecida por um nível de ignorância já mais experimentado em nosso povo. Uma mistura explosiva de fundamentalismo religioso, com fascismo bestializado e um sentimento de superioridade estrutural trazido desde o período escravocrata colonial. Precisamos está atentos, fazer pouco caso sim, não dá vazão aos delírios psicóticos da horda, mas, precisamos está organizados, e assim que a poeira abaixar, até para evitar um confronto direto, pois, como já disse, são insanos, devemos sim organizar em todo o país um grande dia de festa em defesa da democracia, em comemoração a nossa vitória eleitoral, ocupar de forma alegre, festiva e racional, os espaços que estes irracionais perversos têm ocupado no país.

Agora é o momento em que devemos está em permanente estado de mobilização, teremos que fazer isto, ocupar as ruas todas as vezes que o governo Lula tentar aprovar um projeto e o legislativo que é o mais conservador e mais despreparado de toda a história do país, tentar emperrar a aprovação de projetos que favoreçam a população mais pobre, a classe que vive do trabalho. Será uma luta permanente nestes próximos quatro anos, será a nossa vez de fazer valer o poder popular neste país, de forçar o Legislativo para trabalhar junto com o governo Lula em defesa de quem mais precisa do Estado. 

Não podemos negligenciar a luta, não podemos vacilar em nenhum momento com a defesa da democracia. Esta será nossa missão política daqui para frente, sem perder de vista também, a necessidade atuarmos de forma pedagógica na formação de lideranças populares, democráticas e de esquerda em todo o país. Para isto as redes sociais serão um veículo importante para esta formação, teremos que aprender a usá-las, todas as redes sociais, despertar na juventude, sobretudo, a consciência de classe e depois a consciência política e deixar que ela faça o trabalho do TIKTOK E KWAI, nós que somos de meia idade, precisamos aprender a usar e bem o FACEBOOK, O INSTAGRAM E O TWITTER, e promover os canais nas plataformas digitais.

Mas, não podemos nos limitar também às redes sociais, será necessário o corpo a corpo, ir ao encontro das pessoas, promover cursos de formação para novas lideranças políticas, a partir das igrejas, a partir dos espaços religiosos, por meio da educação, assumir associações de moradores, direção de condomínios, conversar e formar a população menos assistidas pelo capitalismo, teremos um trabalho continuo neste país a partir deste mês de novembro. É uma tarefa militante para todos nós que sonhamos com a chegada do socialismo, e mesmo que ele não venha agora, não poderemos deixar de sonhá-lo e praticá-lo a todo o momento. 

Deixo aqui este recado para todos e todas que acreditam que podemos ser a diferença neste país, que acreditam que um dia viveremos em um novo modelo de sociedade, igualitário, fraterno, humanizado e justo. É papel de todos nós, marxistas, marxianos, cristãos, leninistas, trotskistas, stalinistas, povo de santo, budistas e etc, etc, etc, construir uma nova história para este país, construir uma nova ordem social que nos garanta a condição de não termos mais que vivermos sob o chicote do fascismo, onde todo modelo de sociedade opressora e exploradora do ser seja definitivamente derrotado, onde o ódio de classe seja definitivamente extirpado de nosso tecido social. Será papel de todos nós construirmos a sociedade do amor fraterno entre todos e todas, a sociedade do cuidado. Então compas, é chegada a hora de começarmos a fazer a mudança que tanto sonhamos, vamos precisar de todo mundo nesta caminhada.

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

DE VOLTA A ESCRITA, POR UM PAÍS DO CONHECIMENTO

POR PROFESSOR JOÃO PAULO

Pronto, graças a Deus vencemos o processo eleitoral. Vencemos na Bahia e no Brasil, como eu havia previsto desde o final do primeiro turno, foi uma vitória muito difícil, primeiro por que todos nós subestimamos o tamanho do fascismo no país, infelizmente, esta horda perversa está mais enraizada em nosso tecido social do que imaginávamos. Em segundo lugar, nunca tínhamos visto o uso de a máquina estatal ser usada de forma tão rígida em defesa de uma candidatura, como os fascistas utilizaram neste pleito eleitoral, segundo o economista Henrique Meirelles, cita que o déficit fiscal com as medidas eleitoreiras pela campanha fascista, chegou a quatrocentos bilhões de reais, quase três vezes mais do que a estimativa feita pela equipe econômica do governo. 

Parece um absurdo, mais o governo fascista pode ter gasto 400 bilhões de reais, criando um endividamento neste montante para os cofres públicos, este endividamento, certamente vai impactar diretamente e negativamente na economia no próximo ano. Será a primeira grande tarefa da equipe econômica de Lula, assim que assenhorear-se dos números reais, que serão herdados deste desastre político de seis anos de governos golpistas.

Durante o processo eleitoral deixei de produzir os chamados textões para as redes sociais, como já disse antes, tanto na escrita, quanto por vídeos, não compartilho da ideia de que as redes sociais são para pequenas mensagens escritas e pequenos vídeos, acredito que esta ferramenta pode sim e devem ser usadas para passar conhecimento sério e substancial, com base científica, mesmo que a escrita não seja acadêmica e é neste sentido que estou retornando após o processo eleitoral. É o momento de retomar o processo de formação da classe trabalhadora, sobretudo, neste momento histórico que irá exigir de nós, militantes de esquerda uma maior inserção social na promoção da formação da classe que vive do trabalho no Brasil.

A vitória do presidente Lula, do PT e das forças democráticas no país, foi uma vitória maiúscula sem dúvidas. Enfrentamos a maior máquina política já colocada em prática em uma campanha eleitoral no país, um exército formado por pastores pentecostais e neopentecostais, ávidos por dinheiros, deputados e deputadas de extrema-direita e direita fisiologista e corrupta, empresários inescrupulosos e desonestos e uma base popular neofascista, emburrecida, violenta e barulhenta, uma união de tudo que há de pior em nosso tecido social fazendo a campanha da candidatura fascista à presidência da república, todos movidos por uma grande soma de dinheiro colocado a disposição desta gente para angariar votos.

Mas, graças a Deus, não foi o suficiente para vencer o desejo do povo brasileiro de voltar a ter um país minimamente justo, muito mais fraterno e igualitário. Vencemos com uma margem pequena de votos, mas, uma margem extremamente significativa. Afinal, os dois milhões e cento e trinta e três e setenta e sete votos, mostraram que a vontade soberana do povo brasileiro prevaleceu no final do processo eleitoral. 

Ouvir comentários como “é mais Bolsonaro cresceu mais que Lula no segundo turno”, “a eleição foi apertada”, “os caras quase venceram a eleição”. E tudo isso é quase verdade, pois, o cenário real é que a maioria da população não quer mais viver sob um projeto tão nefasto como este que se instalou no país após o golpe jurídico parlamentar e midiático, que vitimou o país e nos empurrou para o pior momento econômico, político e social desde o fim da ditadura militar. 

Mas, é preciso que nós que militamos neste campo de esquerda, tenhamos claro que nossa luta só está começando. Vencemos o processo eleitoral, derrotamos eleitoralmente o fascismo, mas, agora, temos o compromisso de vencer de forma definitiva o fascismo em todo o país. Agora é o momento de reconquistarmos os espaços políticos que perdemos com o golpe impetrado contra o PT e principalmente contra o povo deste país, que teve seu cume com o falso impeachment da presidente Dilma Rousseff e com a ilegal prisão do ex-presidente e agora presidente novamente Lula.

É o momento de reiniciarmos um amplo processo de formação política em nosso tecido social, é o momento de reorganizarmos e alinharmos os movimentos sociais e populares, movimentos sindicais sérios, partidos de esquerda, os setores progressistas das religiões que temos no país é o momento de todos os setores que tem consciência de classe e leitura política da realidade, assumir o papel de transformadores de nossa realidade social e cumprir com o papel militante de garantir a manutenção da democracia e ampliar os espaços de discussão e formação de uma democracia popular e sólida em nosso país.

É uma condição sine qua non, que a consciência de classe seja ampliada neste país, que a classe que vive do trabalho compreenda o seu papel histórico como classe revolucionária e isto só irá acontecer se todos nós que formamos a vanguarda revolucionária assumirmos nossa condição política e social e tomarmos a direção do processo. A vitória do companheiro Lula foi magistral e emocionante, a campanha foi linda, a militância encheu as ruas, praças, becos de todas as cidades do Brasil, vestimos nossas camisas vermelhas, mostramos para os fascistas que os símbolos nacionais não é propriedade deles, este país também é nosso, até mais nosso do que deles, já que o candidato e o governo que eles apoiaram só entregou nossas riquezas ao capital financeiro internacional. Mas, a partir de agora começa a verdadeira luta, a militância não para eleger um ou outro candidato, mas, a militância para extirpar de vez esta ideologia perversa e ceifadora de vidas que tomou nosso país de assalto.

Temos que arregaçar as mangas de nossas camisas, mesmo que estejamos de camiseta, e passemos a assumir definitivamente o compromisso com a construção de uma nova ordem econômica, política, social e cultural que tenha como princípio estruturante a construção de um modelo de desenvolvimento que inclua toda a população e gere a justiça social e mais igualdade entre todos os brasileiros e brasileiras. Este é o nosso desafio a partir de agora, lutar uma guerra interminável e incansável pelo conhecimento, pelo saber científico, pela consciência de classe, para que nunca mais as trevas do fascismo recaia sobre nossa sociedade, sobre nosso país.