Este é o Blog M-COESO, Movimento Coletivo Ética Socialista. O Coletivo ÉTICA SOCIALISTA, é uma Rede, um movimento formado desde o início da década de 90 do século passado, a partir do movimento estudantil da UESB, e que vem atuando, contribuindo no movimento social do pais, em especial na Bahia, na região de Vitória da Conquista.
segunda-feira, 27 de novembro de 2023
Conselho de Leigos e Leigas de Vitória da Conquista Celebra Dia de Cristo Rei em Encontro Arquidiocesano.
domingo, 17 de setembro de 2023
PORQUE MUDEI MEU OLHAR SOBRE FUTEBOL
domingo, 27 de agosto de 2023
LENDO CENÁRIOS POLÍTICOS E ECONÔMICOS
Depois é importante deixar claro que a política externa do governo Lula está no caminho certo para o país, para o povo brasileiro e para a construção do mundo multipolar. Para ter essa certeza, é só observar o quanto a grande mídia burguesa está incomodada com os movimentos políticos do Presidente e do Itamarati.
A verdade é que a burguesia dirigente mundial está apavorada com a perspectiva de perder e a hegemonia sobre o planeta.
O BRICS já é uma realidade. A ida da companheira Dilma para direção do Banco do BRICS foi uma cartada de mestre do companheiro Lula. A esquerda ainda não entendeu o jogo, normal, sempre demora um pouco até cair a ficha, mas a direita já, e sabe que o país pode e certamente vai, caminhar rumo à sua autonomia financeira, soberania nacional e independência no xadrez geopolítico, tanto em relação aos EUA, quanto em relação à China, e percebe, mesmo em médio prazo, que o Brasil avança na direção de se tornar uma potência global, e que com isso a classe que vive do trabalho vai definitivamente deixar as muitas "senzalas" mantidas a ferro e fogo por esta burguesia atrasada e sabuja deste país.
(*) O professor João Paulo Pereira, é historiador e servidor aposentado da rede de educação do Estado da Bahia, tendo atuado como diretor e professor do ensino fundamental e médio na cidade de Vitória da Conquista - Ba.
quinta-feira, 24 de agosto de 2023
CAPITALISMO E DEMOCRACIA? NÃO COMBINAM!
quarta-feira, 21 de junho de 2023
OS CONTRASSENSOS DA ATUAL ADMINISTRAÇÃO DA CIDADE
A atual administração pública municipal de Vitória da Conquista demonstra total desmazelo para com o ente público, pois há sete anos vem endividando o erário público com dívidas astronômicas e com um discurso de que tem que fazer investimentos na infraestrutura do município. No entanto, algumas questões necessitam ser postas:
Primeiro:
Os empréstimos sempre são contraídos nas vésperas das eleições. Como uma
administração que não consegue gerir a máquina pública municipal na execução de
serviços públicos corriqueiros, como troca de lâmpadas dos postes, podas de
árvores e gestão adequada dos postos de saúde, vai efetivamente gerir esses
recursos com equidade e transparência?
Segundo:
Existem obras que, desde o governo do prefeito Guilherme Menezes, não foram concluídas,
como a Avenida Perimetral. Recursos suficientes foram deixados para sua
conclusão, mas não foram executados. A ineficiência no gasto da gestão com
recursos fica evidente em obras que foram feitas às pressas em véspera de
eleições e que hoje se mostram um desastre, como a Avenida H no Loteamento
Conveima I. Foram gastos milhões de reais, apenas como exemplo.
Terceiro:
Um ente público que tem um orçamento do tamanho que tem o município de Vitória
da Conquista, que chega à casa de mais de 1 bilhão de reais, necessita de
tantos empréstimos para realizar obras de infraestrutura? Já que o ex-prefeito
Guilherme Menezes provou que se pode fazer obras importantes e com excelência
de qualidade com recursos públicos próprios.
Quarto:
A atual gestão criou uma grande quantidade de cargos de livre nomeação
(políticos). Só em um projeto enviado à Câmara de vereadores, foram criados
mais de 40 cargos de confiança, elevando os gastos com pessoal em mais de 4
milhões de reais por ano. Isso sem mencionar outros cargos comissionados na
administração pública municipal. Tais ações parecem ter como objetivo apenas
contemplar apadrinhados políticos.
Quinto:
Será que a novela de que estão contemplando a necessidade de loteamentos sem
asfalto é verdade? Pois os últimos empréstimos mostraram que as obras que foram
"realizadas" só geraram dor de cabeça para a população e não
demonstraram qualidade técnica suficiente para durar 20 anos ou mais.
Sexto:
Ao ritmo que a prefeita e sua ineficiente administração vêm empreendendo a máquina
pública municipal, é sustentável do ponto de vista financeiro-orçamentário?
Hoje, a dívida pública municipal está consolidada em R$312.493.280,72,
somando-se ao montante do empréstimo internacional de US$72.000.000,00, que nos
valores atuais equivalem a pouco mais de R$345.000.000,00, mais os
R$160.000.000 que serão obtidos no FINISA III junto à Caixa Econômica Federal,
perfazendo um total de pouco mais de R$818.093.280,72, com a observação de que,
sendo o empréstimo internacional em dólar, a variação é constante, dependendo
da cotação atual que está neste momento, em 15 de Junho de 2023, a R$4,80.
Sétimo:
Neste ritmo de endividamento, qualquer choque na economia doméstica do país por
fatores externos e internos de instabilidade deixa a prefeitura em maus
lençóis, pois o município, apesar de ter capacidade de endividamento, não
significa que a atual gestão pública pode tomar empréstimos a toque de caixa,
pois pode interferir no custeio da máquina, como pagamento da folha salarial,
fornecedores e despesas básicas.
Oitavo:
Há um costume da atual administração municipal de "licitações" que é
uma verdadeira farra, com várias dispensas de licitações, como no atual
transporte público municipal e contratação de consultorias.
A
conclusão a que chegamos é que a atual administração pública municipal
demonstra total inoperância administrativa e vai comprometer o futuro da cidade
com tanto endividamento que vem buscando, pois as próximas administrações que
virão terão um passivo enorme para quitar e inviabilizam projetos futuros, que
a cidade tanto necessita para o seu desenvolvimento econômico e social da
cidade e da região. Deixamos claro que não somos contra investimentos, desde
que sejam feitos com responsabilidade e equidade.
A
situação financeira de um município pode se tornar problemática se não forem
tomadas medidas adequadas para gerenciar o endividamento. Embora a capacidade
de endividamento permita que os municípios contraiam dívidas dentro de certos
limites, é essencial considerar alguns pontos para evitar problemas financeiros
futuros:
Capacidade
de pagamento: É fundamental avaliar a capacidade do município de arcar com o
serviço da dívida, ou seja, o pagamento dos juros e amortizações. Caso o
endividamento comprometa uma parcela significativa da receita do município,
isso pode afetar a capacidade de cumprir com as obrigações financeiras e gerar
problemas de liquidez.
Sustentabilidade
fiscal: O endividamento deve estar alinhado com a capacidade de geração de
receitas do município. É importante analisar a trajetória da Receita Corrente
Líquida (RCL) ao longo dos anos e considerar possíveis variações e flutuações
que possam afetar a capacidade de pagamento da dívida.
Planejamento
financeiro: Um bom planejamento financeiro é essencial para evitar problemas. É
importante estabelecer metas de redução da dívida, estipular prazos realistas
para sua amortização e buscar alternativas de captação de recursos que sejam
sustentáveis e adequadas à situação financeira do município.
Monitoramento
constante: É necessário acompanhar regularmente a evolução da dívida, a
capacidade de pagamento e o impacto do endividamento sobre o orçamento do
município. Isso permite identificar problemas potenciais com antecedência e
adotar medidas corretivas caso necessário.
Portanto,
embora a capacidade de endividamento proporcione certa flexibilidade financeira
aos municípios, é importante utilizá-la com responsabilidade e considerar os
riscos e impactos a longo prazo. O planejamento adequado, o controle financeiro
e a análise constante são cruciais para evitar problemas financeiros e garantir
a sustentabilidade fiscal do município.
O
endividamento excessivo e a falta de transparência na gestão dos recursos
públicos são questões sérias que podem comprometer o desenvolvimento econômico
e social do município, pois:
Empréstimos
e má gestão: É preocupante que os empréstimos sejam contraídos nas vésperas das
eleições, levantando dúvidas sobre a utilização adequada desses recursos. A
administração pública municipal deve priorizar a prestação de serviços básicos
à população e garantir a transparência na gestão dos recursos.
Obras
inacabadas e ineficiência nos gastos: A falta de conclusão de obras iniciadas
em gestões anteriores e a realização de obras mal executadas levantam
questionamentos sobre a eficiência na aplicação dos recursos públicos. É
essencial que os investimentos sejam feitos de maneira planejada, visando à
qualidade e à durabilidade das obras.
Necessidade
de empréstimos: Se o município possui um orçamento considerável, é legítimo
questionar a necessidade de tantos empréstimos para obras de infraestrutura. A
gestão anterior demonstrou que é possível realizar obras importantes com
recursos próprios. É importante avaliar se os empréstimos são realmente
necessários e se há alternativas viáveis de financiamento.
Cargos
de livre nomeação e gastos com pessoal: A criação excessiva de cargos de
confiança e o alto gasto com pessoal podem comprometer o equilíbrio das contas
públicas. É fundamental garantir que os cargos sejam preenchidos de maneira transparente
e que as despesas com pessoal estejam dentro dos limites estabelecidos pela Lei
de Responsabilidade Fiscal.
Qualidade
das obras e investimentos: A qualidade técnica das obras é essencial para
garantir sua durabilidade e evitar gastos futuros com reparos e manutenção. É
necessário assegurar que as obras sejam realizadas com padrões adequados de
qualidade, visando ao benefício da população a longo prazo.
Sustentabilidade
financeira: O endividamento excessivo pode trazer riscos para a sustentabilidade
financeira do município, especialmente diante de instabilidades econômicas. É
importante que a administração municipal monitore constantemente a situação
financeira, buscando medidas para garantir o equilíbrio orçamentário e evitar
impactos negativos no pagamento de salários e fornecedores.
Dispensas
de licitação: A realização frequente de dispensas de licitações deve ser
avaliada com cautela, já que a licitação é um processo importante para garantir
a concorrência e a transparência nas contratações públicas. É necessário
assegurar que as dispensas estejam de acordo com a legislação e sejam
justificadas devidamente.
É
fundamental que a sociedade exerça seu papel de fiscalização e cobre
transparência, eficiência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
As próximas administrações terão o desafio de lidar com o endividamento e
buscar soluções para garantir o desenvolvimento sustentável do município.
(*) O professor Carlos Ribeiro, memdo do MCOESO, é graduado em História e tem formaçao técnica em Edificações, tendo atuado na Secretariade Obras do Município de Vitoria da Conquista, atualmente estuda Filosofia na PUC-RJ e faz assesoria parlamentar em Vitoria da Conquista. Estudioso atendo das questões do município tem vasta experiencia na gestão municipal de Vitoria da Conquista.
A CULTURA DO ÓDIO CEIFANDO VIDAS NO BRASIL
Professor Gabriel Azevedo Costa Lima(*)
Viemos de uma história de povo em que se naturalizou numa mão um terço, na outra o chicote. De um lado senhoras, senhorinhas, matronas, com golas altas, espartilhos de controle de seus corpos e vontades, de outro lado, a permissividade masculina em ter quantas mulheres quisesse e se deitar com suas escravas, as quais não teriam sequer escolha.
Os mestiços, nascidos daí, pertencentes a essa "zona cinza", a depender do acento de seu matiz na pele, ocupariam essa ou aquela função entre a senzala e a casa grande, mas, não sendo de nenhuma delas. Uma posição de opressão traidora de uns e de fascínio, emudecido, frustrado, com os afagos do pai branco nunca realizado, sem acesso aos lençóis limpos e bem passados da casa grande. Esse quadro de imagens fortes, desenhadas pela obra de Gilberto Freire, trata, ainda, em muito, da estrutura simbólica das relações de poder no nosso país.
Um povo que, embora em muito resista e também supera, uma parte, foi socializado para trair os desafortunados e perseguir, babar, os valores da elite bem nascida, "sortuda", opressora. Dai nossa síndrome de vira-lata...
Quantas vezes ouvi, "Frequento tal Centro, só tem doutor, gente fina..."
Bom nada contra os doutores, ainda mais os de ciências, precisamos deles e de sua multiplicação para democratizar seus serviços, isso é louvável. Mas falo de perversão, de sibmissão de classe, de complexo de inferioridade barra pesada. Tão barra pesada que não é incomun a vítima adotar toda visão de mundo da "casta superior" sem sequer ser vista por esta de modo minimamente humano.
O Brasil pós 2018 catalizou, aglutinou esse contraste de modo gritante e inegável. As perversões são o resultado. Até o lado feio, perverso, do opressor de elite instituído é adotado nesse pacote social macabro. Haja vista, a importação da cultura de massacres nas escolas, que não nos pertencia, era sim um sintoma grave de deterioração de uma cultura capitalista/meritocrática nos Estados Unidos, tão cobiçados... Uma cultura do individualismo da unha grande, que vai numa peneira finíssima estabelecer os heróis e descartar os fracassados. Aí... tem hora que o fracassado, cheio de dor, com a mente turvada e sentimentos emaranhados, quer mostrar aos "vencedores", em sua concepção, quem é que manda.
Enquanto não implodirmos essa cultura perversa de vencedores e fracassados, leia-se opressores e oprimidos, só estaremos então a enxugar gelo...
(*) Professor Gabriel Azevedo Costa Lima é membro do MCOESO e atua na Rede Estaudal de Educação em Vitoria da Conquista - BA.
quinta-feira, 1 de junho de 2023
UMA RÁPIDA ANALISE DE CONJUNTURA
Por Abbdu Abdulim
Não sei o que está se passando nas cabeças de setores da esquerda brasileira, mas, sei que não deve ser nada de muito produtivo. Estamos catatônicos diante de uma duríssima realidade. Todos os dias a direita consegue impor suas pautas no Congresso Nacional diante dos olhos inertes das organizações populares e ninguém se movimenta para organizar uma reação política nas ruas. Ao contrario, há setores que estão fazendo coro, fazendo ecoar exatamente o que a direita produz e coloca na boca de intelectuais de esquerda para atingir o governo Lula. Já sabia que a trégua seria só até derrotar o fascismo que ameaçava também a direita liberal brasileira, mas, acreditei que desta vez manteríamos uma frente de esquerda bem organizada e em estágio de mobilização cotidiano para apoiar o governo e não permitir uma ação tão eficiente das direitas no país contra o governo Lula três. Mas, ao contrario, estamos completamente desarticulados, completamente desorientados, assistindo sentados em nossos sofás a história passar pela janela de nossas casas.
A burguesia que também está dentro do governo orquestrou uma oposição estruturada por dentro do Congresso Nacional e estão executando com maestria o seu projeto. Os caras estão mexendo até na estrutura governamental, não há uma só proposta do governo enviada para o Legislativo que não tenha sido modificada em pontos importantes para o povo brasileiro. Com uma maioria absoluta na Câmara de Deputados o pilantra do Artur Lira, movimenta as peças do jogo ao seu bel prazer. Aí vejo aparecer em uma de nossas redes um militante, acredito do PSOL, para destruir toda a linha política que tem sido possível ser aprovada pelo governo, alguém que não está no fronte direto, que não conhece o funcionamento do Congresso, não sabe como está a correlação de forças, mas, se acha no direito de fazer críticas fortes contra o governo Lula, e chega a dizer que o governo Lula três acabou após ter feitos acordos com o Legislativo para passar alguns dos projetos do governo.
Será que eu fiquei moderado de mais com a idade? Ou será que esta turma não entendeu ainda o cenário político a que fomos submetidos? Porque eu tenho muito claro o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Qual o governante de esquerda ou de centro-esquerda no mundo hoje está conseguindo governar com tranquilidade, sem sofrer um processo de perseguição constante da burguesia sobre seu governo? Em nenhum lugar, até a China tem sido importunada o tempo todo pela burguesia mundial capitaneada pelos Estados Unidos. Esta é tônica destas primeiras décadas do século XXI, a burguesia fortalecida, e agora ela não precisa mais de um Estado para se fortalecer, pois, o capital rentista esta internacionalizado, e os caras estão nadando de braçadas sobre uma classe que vive do trabalho, que a cada dia se torna mais vulnerável.
Os caras impediram a continuidade do fortalecimento e crescimento do BRICS, com muita facilidade, a partir de 2010, quando tentaram resolver a bolha que estourou com a quebra de três bancos de investimento mobiliário norte-americano em 2008. Os caras derrubaram vários governos com a chamada “primavera árabe” sem nenhuma resistência dos setores contrários ao capitalismo no mundo. O governante que conseguiu permanecer na direção do Estado está assistindo sem reação seu país afundar em uma guerra civil, que foi provocada pelo capitalismo imperialista, aqui falo sobre o caso da Síria, hoje uma terra arrasada por este capital rentista. Como foi fácil para o capital rentista impedir a continuidade do desenvolvimento do Brasil, minando o governo Dilma até que ela caísse, como foi fácil colocar a classe trabalhadora contra um governo que tirou o país do mapa da fome, que garantiu pleno emprego no país.
Como foi fácil para o capital rentista imperialista envolver a Rússia em um conflito internacional com o país vizinho e amigo, após terem derrubado o governante da Ucrânia e elegido um pau mandado para governar o país, e colocá-lo em linha de confronto com a Rússia. Esta guerra por mais que a gente tente negar, foi criada para enfraquecer as estruturas da Rússia e impedir uma aliança definitiva deste país com a China, o que certamente colocaria o capital rentista em cheque no mundo. Ao mesmo tempo, como está sendo fácil vender a narrativa para o mundo que a Rússia é o grande mal do mundo, e que precisa ser detida antes que provoque o apocalipse.
Agora os caras estão indo para cima da China, buscando envolver o país em um conflito com Taiwan, um conflito que só a China tem a perder, afinal, será mais um conflito envolvendo uma grande potência bélica contra um pequeno condado que só quer sua independência, apostar neste conflito é garantir que os olhos do mundo se voltem contra a China, caso ele aconteça de fato, será mais uma narrativa contra os adversários políticos e econômicos do capital rentista imperialista no mundo.
A burguesia está jogando o jogo, jogando no ataque o tempo todo e nós, a classe que vive do trabalho estamos nas cordas. Vencemos uma eleição hiper difícil, tivemos que nos aliar com todo tipo de gente para vencer o fascismo no país, e agora a burguesia nos joga nas cordas e não temos forças para reagir, e o pior, além de estarmos recebendo os socos desferidos contra nós pela burguesia, quando tentamos reagir acertamos nosso próprio queixo. Estou utilizando destas metáforas para mostrar o quanto a esquerda está agindo de forma errada.
É momento de apoiar incondicionalmente o governo Lula, quem está em campo é Lula e seus ministros, quem está tomando os primeiros socos são eles e certamente eles sabem a gravidade das pancadas, e certamente estão traçando as melhores estratégias de defesa, cabe a nós ajudarmos estes caras a se defender, ao contrario, tem gente lutando ao lado da burguesia e usando o governo como saco de pancadas para afogar suas frustrações políticas.
Só pra fazer uma radiografia do cenário para os governantes de esquerda na América Latina e no mundo, já falei acima sobre a situação da China o país que mais cresce no mundo e que ameaça diretamente o poder do capital imperialista rentista, mesmo assim está sendo atacado o tempo todo, sem tréguas. A Índia completamente imerso nos problemas internos, após a vitória eleitoral da extrema-direita eleita com o apoio norte-americano e dos aliados da Europeus, que fez os problemas sociais seculares amplificarem no país, completamente fora do tabuleiro geopolítico mundial.
No Chile o presidente Gabriel Boric, reservadas as críticas ideológicas à pessoa, mas, ele tentou aprovar da forma mais democrática possível uma nova Constituição para o país, através de um plebiscito popular e não conseguiu, o povo escolher ficar com a constituição constituída sob o governo de um dos mais sanguinários ditadores da história contemporânea. No dia 07/05/2023, o povo foi às urnas para eleger o conselho que será responsável pela elaboração de uma nova Constituição para o país, e elegeu com o maior numero de cadeiras a extrema-direita, com 22 acentos, a esquerda terá 17 acentos e a direita tradicional 11 acentos, imaginem este quadro.
No Peru o presidente eleito democraticamente Pedro Castilho desde que assumiu a cadeira não conseguiu governar, em um processo de Lawfare sucessivo que o impediu de governar o país, e veja que ele ainda contava com a organização da população descendente dos povos originários que foram as ruas para defender seu governo, mesmo assim, a burguesia o impediu de governar e ele tentou uma saída autoritária/popular, já que ele tinha sido eleito pelo voto da maioria do povo, para tentar assumir de fato o governo, pretendendo um golpe, não conseguiu e acabou preso.
Na Colômbia Gustavo Petro está deslizando mais que uma cobra para tentar garantir a governabilidade em um país ainda hoje dominado pela burguesia mais suja do mundo, que se mantém no poder, utilizando o trafico de drogas, com apoio irrestrito do capital rentista imperialista a partir da Casa Branca, e hora ele caminha para a esquerda, hora caminha para a direita, e ainda assim sofre uma forte oposição da direita.
Na Venezuela nem precisamos aprofundar muito, os EUA em função do conflito entre Rússia e Ucrânia recuou de algumas sansões contra o país, mas, os mais de 10 anos de sansões econômicas afundou o país em uma grande crise econômica, política e social, que certamente levará muito tempo para se reerguer.
Cuba nunca foi tão maltratada quanto está sendo agora, até seringas para a aplicação das vacinas contra a covid 19, vacinas produzidas pela própria medicina cubana, o país foi impedido de comprar em um primeiro momento. Os EUA está plantando agentes entre a população cubana para promover uma guerra hibrida contra o país. O mesmo processo de destruição do país, através de uma guerra hibrida e de Lawfare está acontecendo na Nicarágua.
E aqui no Brasil não vão permitir que Lula governe se a nós, classe que vive do trabalho, não nos organizarmos para o enfrentamento a este Congresso que é absolutamente de direita e está a serviço do capital rentista imperialista. E aí me aparece um cara em um canal de esquerda criticando o novo arcabouço fiscal, e afirmando que Haddad criou esta regra fiscal por oportunismo político, buscando apóio do mercado para uma possível candidatura. Poupe-me dessa gente, sinceramente não dá pra aguentar.
Estes caras não percebem que este recado não é só para a burguesia brasileira, estes caras não percebem que Lula tem buscado apoio de países chaves no mundo para garantir a governabilidade, que o arcabouço fiscal, foi pensado para mostrar ao Mercado Comum Europeu que há viabilidade política e econômica em um governo de esquerda no Brasil, que ao mesmo tempo em que apresenta o arcabouço fiscal, Lula vai a China e negocia o apoio chinês para as políticas brasileiras, que Lula está fechando acordos bilaterais com vários países e regiões do mundo para se fortalecer como liderança política mundial para ganhar força para o enfrentamento com o capital rentista imperialista.
Estes caras não perceberam que nós estamos completamente em desvantagem no cenário interno. Oito dias após a festa da posse de Lula, quatro mil aloprados conseguiram invadir a sede dos três poderes em Brasília, e que a extrema-direita conseguiu aprovar uma CPI contra o maior movimento popular, com a intenção clara de criminalizar o MST e indiretamente ligar o governo a este movimento que transformaram em criminosos. E que depois do MST, os sindicatos, MTST, a Pastoral da Terra, o Movimento Negro, o Movimento Feminista, o Movimento em defesa dos LGBTQIAP+, serão também criminalizados.
É contra isso que estamos lutando gente, precisamos ter clareza da conjuntura que estamos enfrentando neste momento, mesmo diante de uma crise sistêmica e estrutural do modo de produção capitalista, o capital rentista imperialista, continua muito forte, mais forte do que estava no final do século XX, e se não nos organizarmos seremos engolidos por ele, ou melhor já estamos sendo.
quarta-feira, 24 de maio de 2023
Vida acelerada - uma maternidade em precocidade
Por
Everton Nery*
No compasso acelerado da vida,
A maternidade precoce te envolveu,
Desvendando um mundo de desafios e emoções,
Onde o tempo se revelou implacável.
Pensei que o precoce ficasse distante,
Mas ele te acompanha, implacável,
Ensinando lições em cima da hora,
Tornando-te uma atravessadora do tempo.
Arrancou a coroa de Kronos
Tornando-se a rainha da urgência,
Detestando guerras, mas vivendo batalhas,
Em busca de uma majestade que transcende.
Ainda há tempo para construir alianças,
Mas o tempo insiste em ser temporão,
Desafiando-te a superar suas artimanhas,
E encontrar a serenidade em meio ao turbilhão.
Em cada passo adiante, tu resistes,
Como uma transgressora da esperança,
Atravessando as fronteiras do tempo,
Em busca de uma existência em abundância.
E no desenrolar dessa jornada impactante
Encontra a força para perseverar,
Poetizando o presente, moldando o futuro excitante
Enquanto o tempo a observa, cortante!
Que sejas tal como sábias navegantes,
No oceano efêmero do tempo,
Encontrando aliados em cada amanhecer,
Escrevendo a tua história em versos até morrer
(*) Everton Nery é docente da Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Pós-Doutor em Educação (UFC); Doutor e Mestre em Teologia (EST.). Especialização em Educação, Desenvolvimento e Politicas Públicas (Faciba); Filosofia Contemporanea (Faculdade São Bento); Ética, Educação e Teologia (EST.). Tem Graduações em Filosofia (UEFS); Teologia (STBNe). É membro do Gerpercs (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Relligião e Saúde) e Coordenador do CEPICR (Centro de Estudos e Pesquisas Internacional em Culturas e Religiões.
quinta-feira, 13 de abril de 2023
O NOVO GOVERNO DO PT E O CENÁRIO POLÍTICO NO BRASIL ATUAL
quarta-feira, 15 de março de 2023
A QUEM SERVE O SUOR DO MEU IMPOSTO?
(*) Um contribuinte revoltado, habitante dessa vila mal gerida, por seus gestores tão mal amada
Com certeza não sou o único conquistense que foi surpreendido com o ABSURDO aumento no valor do IPTU nesse ano de 2023. É claro que temos noção de que as coisas, os bens e serviços se oneram a cada ano, que tudo que consumimos sofre reajustes periódicos, sendo o mesmo válido para o valor dos impostos. Poderia aqui questionar porque o dono dos meios de produção que onera seus produtos a cada período, ou o Estado que aumenta seus impostos sobre o cidadão, não aumentam também os salários dos que a eles servem, nós, os trabalhadores, mas isso é para outro texto, mais longo; a conversa aqui é outra, mais objetiva e reta.
Mesmo para um capitalista, dono dos meios de produção, uma regra é válida: não aumentar o valor daquilo que vende, acima da capacidade de compra dos seus consumidores, ou, no mínimo, seguir a regra de mercado, que em seu funcionamento de melindrosas engrenagens, fornece a porcentagem modal de aumento às coisas e serviços, viável, cabível no seu tempo e espaço. O mesmo, a mesma regra, deveria valer para o Estado em suas cobranças. Cabe ao gestor público, promover a cobrança de impostos e aplicá-los no bem estar da sociedade.
Nenhuma sociedade que se conheça, se organizou e sobreviveu ou sobrevive/sobreviverá sem a cobrança de impostos. Isso é uma Lei, praticamente natural. A questão aqui nem é um questionamento sobre se pagar ou não se pagar impostos, uma vez que é deles que os serviços públicos são possibilitados, como educação, saúde, segurança, etc. Pago meus impostos, até porque, sendo funcionário público do Estado, nem tenho a possibilidade de sonegá-los, uma vez que já me vem descontados em folha. É um dinheiro que meu bolso não vê, literalmente falando. E pago sem (muito) reclamar, pois sei que de minha contribuição a sociedade, como um todo, se beneficia, e eu também, seja pelo salário que recebo, seja nos serviços públicos que usufruo. Nota: que deveriam ser muito melhores, dado o que eu e todos os outros trabalhadores pagamos. O problema que levanto aqui é outro, ou melhor, SÃO OUTROS.
Primeiro: O ABSURDO aumento do IPTU de Vitória da Conquista, essa “jóia do sertão”, essa Suíça Baiana, entre o ano de 2020 e este, 2023. Tomando o meu IPTU como exemplo, em 2020 era de R$ 116, 49; em 2022 passou para R$ 207,78... Esta tarde, dia 13 de março de 2024, ao buscar o atual boleto do tal imposto, levei um tiro. Consta que deverei pagar R$ 519,17, pelo mesmo dito terreno onde moro, há dez anos. A prefeita (...) de nossa cidade, desde o início desse governo (...) tem aumentado o IPTU numa margem de 100 POR CENTO (!!!), a cada novo período, DOBRANDO O VALOR COBRADO A CADA NOVO ANO. É só comparar as contas que citei, conferir os documentos que fotografei em anexo. O salário dos servidores municipais, a verba para a merenda escolar, os recursos para a saúde educação, os investimentos sociais no município, como um todo, nem em sonho acompanharam esses reajustes. Muito pelo contrário.
E aqui vem o segundo problema que evidencio: O que se vê em 90 % da cidade são ruas esburacadas; ou em lama, ou com um malha asfáltica destruída, onde só se veem remendos, um por cima de outros; escolas municipais em frangalhos, as rurais em especial; ausência de concursos para diversos setores essenciais; postos de saúde em estado deplorável, onde de tudo falta, de gaze a curativos para simples coletas de sangue, além de médicos e demais profissionais em número adequado. Crateras se espalham pela cidade e passam meses sem reparo, o matagal toma conta da urbe, e assim fica por longos períodos, até que uma poda mal feita e superficial seja realizada, sem falar dos MILHARES de animais abandonados por toda cidade, procriando sem parar, sem que a prefeitura NADA FAÇA A RESPEITO, a não ser a contratação de um imóvel que serviria como clínica popular, que já consumiu dois anos e meio de um caro aluguel, inexplicavelmente sem ainda funcionar, mesmo já estando completamente pronta. A cidade está abandonada, sem meio termos. Não se vê, de fato, onde o nosso IPTU, que dobra a cada ano, vem sendo investido. Ou melhor, vemos sim: no BAIRRO CANDEIAS, mais especificamente na eterna urbanização da AV. OLÍVIA FLORES, obra herdada de seu antecessor, que já ultrapassou a casa de DEZENAS de milhões de reais. E que ainda não foi inaugurada.
E diante de tudo isso, os aplausos de uma claque contratada e o silêncio da Câmara de Vereadores. Pagamos impostos como se vivêssemos na Suíça (Baiana...), mas moramos, nós, a grande parte dos habitantes dessa cidade, como se aqui fosse um nação empobrecida da nossa irmã África. Reinos e Impérios já caíram por muito menos, ou pela exata mesma ação de seus mau gestores. O que nos acalenta é que sempre há uma nova eleição no fim de cada buraco, digo, túnel.
terça-feira, 7 de março de 2023
SÓ PARA ENTENDER O MOMENTO POLÍTICO
POR PROFESSOR JOÃO PAULO
O Brasil viveu um dos momentos mais tenebrosos de sua história desde a proclamação da República no apagar das luzes do século XIX. Nossa história republicana foi composta por golpes de Estado e regimes autoritários, tivemos raros momentos de democracia, e quando falamos em democracia, estamos fazendo referência à democracia burguesa, um modelo de desenvolvimento em que uma minoria muito rica detém o controle econômico e político do Estado, enquanto a maioria da sociedade vive alijada do direito à participação efetiva nas decisões políticas que implicarão diretamente em suas vidas, para, além disto, também são alijadas das condições fundamentais para uma existência digna.
Essa condição não é um "privilégio" apenas do Brasil, o capitalismo e seu modelo de organização do Estado é igual em todo o mundo, mas, aqui no Brasil e em outros países em desenvolvimento e subdesenvolvidos, este modelo é ainda mais perverso, pois, adicione a este já perverso modelo de desenvolvimento que é por sua natureza excludente, uma pitada de submissão das burguesias nacionais aos interesses de uma burguesia internacional, cujo, o único objetivo é sugar as riquezas naturais, e também as produzidas pelo trabalho dos trabalhadores de países periféricos, para manutenção de suas sociais democracias, instituídas sobre o sangue e suor das populações dos países que estão nas periferias do planeta.
Nos últimos seis anos cansamos de ouvir tolices do tipo, "o comunismo matou milhões de pessoas na URSS", "Karl Marx matou seis milhões de pessoas" e mais umas infinidades de asneiras ditas por um bando de gente ignorante, e mais uma malta de espertalhões de todas as marcas, ansiosos para ficarem ricos servindo ao governo nazifascista miliciano e de serem servidos por ele. Mas, ninguém parou para pensar em quantas pessoas morrem de fome no mundo diariamente, em função da má distribuição de riquezas promovida pelo capitalismo, quantas pessoas já morreram em tantas guerras promovidas pelo capitalismo, quantas pessoas morrem por dia em todo mundo em função da violência cotidiana promovida pelas péssimas relações humanas estimuladas pelo capitalismo. Ninguém nunca parou para contar quantas pessoas morrem por conta do crime organizado, que é um dos meios utilizados pelo capital para reprodução de riquezas.
Todos os discursos que foram plantados no imaginário coletivo da população de senso comum deste país, foram discursos ideológicos, construídos a partir de um processo golpista, tramado pela burguesia brasileira, aliada à Casa Branca, ao imperialismo do capitalismo ultraliberal, que tem pensado dois projetos distintos para o mundo. Um pensado para o G7, e países desenvolvidos Ocidentais, junte-se a este grupo a Coréia do Sul e Cingapura. Um projeto onde deve prevalecer a social democracia, de direita, sob a direção da burguesia liberal. E outro projeto pensado para os países em desenvolvimento e subdesenvolvidos, onde devem prevalecer governos com características autoritárias, na perspectiva política, e pondo em prática o “ultraliberalismo” de subserviência na economia, mantendo estes países na condição de produtores de riquezas para a manutenção das sociais democracias dos países desenvolvidos.
Foi em função desta reengenharia global que o Brasil foi golpeado pelas burguesias ação que teve sua culminância em 2016 com o falso impeachment da presidente legitimamente eleita para o cargo, pela maioria do povo brasileiro, o que significa que o golpe não foi contra o Partido dos Trabalhadores e sim contra esta maioria do povo que votou em Dilma Rousseff, e mais tarde, em 2018, a ilegal, mas, minuciosamente planejada, prisão do companheiro Lula, principal nome de esquerda para disputar as eleições e que certamente teria vencido o pleito e acabado com o golpe jurídico parlamentar e midiático que deram contra o povo brasileiro.
Apresentando de forma muito resumida o que ocorreu no Brasil desde 2016, o Brasil passou a ser um país de economia forte, destinado a ser um apêndice econômico para os interesses do capitalismo financeiro internacional. Diga-se de passagem, um "apêndice" com uma importância estruturante para a geopolítica global, Imaginem ter a maior economia do hemisfério sul do planeta nas mãos dos interesses do capital especulativo internacional. É isso, o Brasil, por suas condições naturais, econômicas e políticas é a "galinha dos ovos de ouro" para o capitalismo imperialista internacional. Ter o controle deste país é condição "sine qua non", para o sucesso do capitalismo neste início de século XXI.
Por conta disto o mundo inteiro estava de olho nas eleições brasileiras de 2022. Primeiro por que, era fundamental derrotar o presidente Bolsonaro, uma experiência do capitalismo que deu muito errada, o cara é muito pior do que se podia esperar dele. Um verme humano, sem nenhuma possibilidade política e nem cognitiva para dirigir a maior potência econômica do hemisfério sul do país. O projeto neofascista no Brasil a partir de Jair Messias Bolsonaro deu muito errado para todo mundo, principalmente para o povo brasileiro que amargou os mais perversos anos de sua história após a "redemocratização". Mas, também para a própria burguesia internacional que apostou suas cartas no neofascista ignorante e brutalizado dos trópicos e viu ir por água a baixo seu projeto político de manter o Brasil sob seu controle e consequentemente toda a América Latina, já que o tosquíssimo presidente, isolou o país das relações geopolíticas que estavam sendo postas em prática e não conseguiu entender os movimentos das peças no tabuleiro do xadrez político mundial.
Ficou claro para a burguesia que ter o PT a frente do Estado Brasileiro é economicamente e politicamente mais viável para encaixar as peças no tabuleiro geopolítico da burguesia ocidental, afinal, um país arrasado economicamente, politicamente e socialmente não teria nenhuma utilidade na manutenção da estabilidade do modo de produção capitalista. Até para servir ao capitalismo o Brasil precisa ao menos manter a estabilidade social e política para garantir a inserção na geopolítica mundial como um gerador de riquezas para manutenção do bem estar social das grandes economias do mundo.
E claro que o PT nunca foi o plano A da burguesia nacional e muito menos da burguesia imperialista mundial. O plano A era que o PT e o nazista fossem defenestrados pelo golpe jurídico parlamentar e midiático que foi posto em prática no país. As burguesias trabalharam para construir uma terceira via, mas, não contavam com a ideia do nazista tosco de ter os seus próprios planos, de ter um projeto pessoal e se utilizar da máquina estatal para se manter na direção do Estado Brasileiro, e com isso, impediu o surgimento desta terceira via.
Não nos enganemos, a grande aliança firmada para o segundo turno, com o objetivo de derrotar o nazifascismo emburrecido e brutalizado de Bolsonaro, só foi possível em função da necessidade das burguesias de derrotar o projeto pessoal de enriquecimento ilícito dos nazifascistas e ao mesmo tempo impedir a continuidade de um governo que deu muito errado, isolando o mais importante país do hemisfério sul, do restante do mundo "civilizado".
Mas, nesta aliança ampla que foi formada para salvar o Brasil e nosso povo dos perversos brutalizados, tem algumas arapucas que precisam ser desarmadas. Para governar o PT teve que fazer concessão à direita mais sórdida da política nacional, o famigerado "CENTRÃO", que vai o tempo todo minar o governo por dentro. Esta turma está a serviço da burguesia brasileira e mesmo estando no governo vão cumprir o papel designado por quem os elegeu, a burguesia. E já estamos vendo dois ministros oriundos de partidos deste grupo tão nefasto para a política nacional e principalmente para a população deste país, colocando as manguinhas de fora e “fazendo graça para o diabo rir” como dizia sempre o meu amigo Pe. Guiba. O ministro das comunicações, já se envolvendo em canalhices e escândalo e outro, o ministro de minas e energias, contrariando o próprio presidente Lula.
Isto não é nenhuma novidade, a burguesia nunca abre mão do poder, ela tem sempre planos B, C, D e E para garantir a manutenção de seu "status quo" e do seu poder sobre a sociedade. Desta vez a estratégia é diferente, ao invés de fazer oposição de fora pra dentro, querem está no governo e fazer oposição dentro do governo, por isso, plantaram os "cavalos de tróia".
Manter o poder político em países chaves como o Brasil, é condição “sine qua non” para a burguesia neste momento de profunda crise das estruturas do modo de produção, já são vinte e quatro anos de uma crise que parece não ter fim para os capitalistas, que buscam de toda por em prática suas estratégias para manter as engrenagens do sistema em funcionamento. Garantir o controle do Brasil está na ordem do dia para o capitalismo imperialista, o que puderem fazer para impedir o sucesso de um governo de centro-esquerda no Brasil, tenham certeza, será feito.
O irritante é estarmos entrando no terceiro mês da gestão do PT neste terceiro mandato do companheiro Lula e já termos setores da esquerda fazendo afirmações como as que ouvir a pouco tempo, após, o Brasil ter votado contra a invasão da Ucrânia pela Rússia no conselho da ONU, ouvir o absurdo de que o governo Lula é subserviente ao Biden, ou que o governo é de direita por ter voltado a cobrar os impostos sobre os combustíveis.
Cabe a sociedade e aos setores de esquerda no Brasil, entender o jogo que está sendo jogado e se organizar politicamente para garantir que o governo Lula dê certo para todos os brasileiros, este início de governo tem dado pistas do que estamos enfrentando, e precisamos está atentos às movimentações da burguesia e nos mobilizar para derrotá-los. Este será um jogo difícil de ser vencido, mas, com a mobilização permanente da classe que vive do trabalho temos muito mais chances.
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