A atual administração pública municipal de Vitória da Conquista demonstra total desmazelo para com o ente público, pois há sete anos vem endividando o erário público com dívidas astronômicas e com um discurso de que tem que fazer investimentos na infraestrutura do município. No entanto, algumas questões necessitam ser postas:
Primeiro:
Os empréstimos sempre são contraídos nas vésperas das eleições. Como uma
administração que não consegue gerir a máquina pública municipal na execução de
serviços públicos corriqueiros, como troca de lâmpadas dos postes, podas de
árvores e gestão adequada dos postos de saúde, vai efetivamente gerir esses
recursos com equidade e transparência?
Segundo:
Existem obras que, desde o governo do prefeito Guilherme Menezes, não foram concluídas,
como a Avenida Perimetral. Recursos suficientes foram deixados para sua
conclusão, mas não foram executados. A ineficiência no gasto da gestão com
recursos fica evidente em obras que foram feitas às pressas em véspera de
eleições e que hoje se mostram um desastre, como a Avenida H no Loteamento
Conveima I. Foram gastos milhões de reais, apenas como exemplo.
Terceiro:
Um ente público que tem um orçamento do tamanho que tem o município de Vitória
da Conquista, que chega à casa de mais de 1 bilhão de reais, necessita de
tantos empréstimos para realizar obras de infraestrutura? Já que o ex-prefeito
Guilherme Menezes provou que se pode fazer obras importantes e com excelência
de qualidade com recursos públicos próprios.
Quarto:
A atual gestão criou uma grande quantidade de cargos de livre nomeação
(políticos). Só em um projeto enviado à Câmara de vereadores, foram criados
mais de 40 cargos de confiança, elevando os gastos com pessoal em mais de 4
milhões de reais por ano. Isso sem mencionar outros cargos comissionados na
administração pública municipal. Tais ações parecem ter como objetivo apenas
contemplar apadrinhados políticos.
Quinto:
Será que a novela de que estão contemplando a necessidade de loteamentos sem
asfalto é verdade? Pois os últimos empréstimos mostraram que as obras que foram
"realizadas" só geraram dor de cabeça para a população e não
demonstraram qualidade técnica suficiente para durar 20 anos ou mais.
Sexto:
Ao ritmo que a prefeita e sua ineficiente administração vêm empreendendo a máquina
pública municipal, é sustentável do ponto de vista financeiro-orçamentário?
Hoje, a dívida pública municipal está consolidada em R$312.493.280,72,
somando-se ao montante do empréstimo internacional de US$72.000.000,00, que nos
valores atuais equivalem a pouco mais de R$345.000.000,00, mais os
R$160.000.000 que serão obtidos no FINISA III junto à Caixa Econômica Federal,
perfazendo um total de pouco mais de R$818.093.280,72, com a observação de que,
sendo o empréstimo internacional em dólar, a variação é constante, dependendo
da cotação atual que está neste momento, em 15 de Junho de 2023, a R$4,80.
Sétimo:
Neste ritmo de endividamento, qualquer choque na economia doméstica do país por
fatores externos e internos de instabilidade deixa a prefeitura em maus
lençóis, pois o município, apesar de ter capacidade de endividamento, não
significa que a atual gestão pública pode tomar empréstimos a toque de caixa,
pois pode interferir no custeio da máquina, como pagamento da folha salarial,
fornecedores e despesas básicas.
Oitavo:
Há um costume da atual administração municipal de "licitações" que é
uma verdadeira farra, com várias dispensas de licitações, como no atual
transporte público municipal e contratação de consultorias.
A
conclusão a que chegamos é que a atual administração pública municipal
demonstra total inoperância administrativa e vai comprometer o futuro da cidade
com tanto endividamento que vem buscando, pois as próximas administrações que
virão terão um passivo enorme para quitar e inviabilizam projetos futuros, que
a cidade tanto necessita para o seu desenvolvimento econômico e social da
cidade e da região. Deixamos claro que não somos contra investimentos, desde
que sejam feitos com responsabilidade e equidade.
A
situação financeira de um município pode se tornar problemática se não forem
tomadas medidas adequadas para gerenciar o endividamento. Embora a capacidade
de endividamento permita que os municípios contraiam dívidas dentro de certos
limites, é essencial considerar alguns pontos para evitar problemas financeiros
futuros:
Capacidade
de pagamento: É fundamental avaliar a capacidade do município de arcar com o
serviço da dívida, ou seja, o pagamento dos juros e amortizações. Caso o
endividamento comprometa uma parcela significativa da receita do município,
isso pode afetar a capacidade de cumprir com as obrigações financeiras e gerar
problemas de liquidez.
Sustentabilidade
fiscal: O endividamento deve estar alinhado com a capacidade de geração de
receitas do município. É importante analisar a trajetória da Receita Corrente
Líquida (RCL) ao longo dos anos e considerar possíveis variações e flutuações
que possam afetar a capacidade de pagamento da dívida.
Planejamento
financeiro: Um bom planejamento financeiro é essencial para evitar problemas. É
importante estabelecer metas de redução da dívida, estipular prazos realistas
para sua amortização e buscar alternativas de captação de recursos que sejam
sustentáveis e adequadas à situação financeira do município.
Monitoramento
constante: É necessário acompanhar regularmente a evolução da dívida, a
capacidade de pagamento e o impacto do endividamento sobre o orçamento do
município. Isso permite identificar problemas potenciais com antecedência e
adotar medidas corretivas caso necessário.
Portanto,
embora a capacidade de endividamento proporcione certa flexibilidade financeira
aos municípios, é importante utilizá-la com responsabilidade e considerar os
riscos e impactos a longo prazo. O planejamento adequado, o controle financeiro
e a análise constante são cruciais para evitar problemas financeiros e garantir
a sustentabilidade fiscal do município.
O
endividamento excessivo e a falta de transparência na gestão dos recursos
públicos são questões sérias que podem comprometer o desenvolvimento econômico
e social do município, pois:
Empréstimos
e má gestão: É preocupante que os empréstimos sejam contraídos nas vésperas das
eleições, levantando dúvidas sobre a utilização adequada desses recursos. A
administração pública municipal deve priorizar a prestação de serviços básicos
à população e garantir a transparência na gestão dos recursos.
Obras
inacabadas e ineficiência nos gastos: A falta de conclusão de obras iniciadas
em gestões anteriores e a realização de obras mal executadas levantam
questionamentos sobre a eficiência na aplicação dos recursos públicos. É
essencial que os investimentos sejam feitos de maneira planejada, visando à
qualidade e à durabilidade das obras.
Necessidade
de empréstimos: Se o município possui um orçamento considerável, é legítimo
questionar a necessidade de tantos empréstimos para obras de infraestrutura. A
gestão anterior demonstrou que é possível realizar obras importantes com
recursos próprios. É importante avaliar se os empréstimos são realmente
necessários e se há alternativas viáveis de financiamento.
Cargos
de livre nomeação e gastos com pessoal: A criação excessiva de cargos de
confiança e o alto gasto com pessoal podem comprometer o equilíbrio das contas
públicas. É fundamental garantir que os cargos sejam preenchidos de maneira transparente
e que as despesas com pessoal estejam dentro dos limites estabelecidos pela Lei
de Responsabilidade Fiscal.
Qualidade
das obras e investimentos: A qualidade técnica das obras é essencial para
garantir sua durabilidade e evitar gastos futuros com reparos e manutenção. É
necessário assegurar que as obras sejam realizadas com padrões adequados de
qualidade, visando ao benefício da população a longo prazo.
Sustentabilidade
financeira: O endividamento excessivo pode trazer riscos para a sustentabilidade
financeira do município, especialmente diante de instabilidades econômicas. É
importante que a administração municipal monitore constantemente a situação
financeira, buscando medidas para garantir o equilíbrio orçamentário e evitar
impactos negativos no pagamento de salários e fornecedores.
Dispensas
de licitação: A realização frequente de dispensas de licitações deve ser
avaliada com cautela, já que a licitação é um processo importante para garantir
a concorrência e a transparência nas contratações públicas. É necessário
assegurar que as dispensas estejam de acordo com a legislação e sejam
justificadas devidamente.
É
fundamental que a sociedade exerça seu papel de fiscalização e cobre
transparência, eficiência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
As próximas administrações terão o desafio de lidar com o endividamento e
buscar soluções para garantir o desenvolvimento sustentável do município.
(*) O professor Carlos Ribeiro, memdo do MCOESO, é graduado em História e tem formaçao técnica em Edificações, tendo atuado na Secretariade Obras do Município de Vitoria da Conquista, atualmente estuda Filosofia na PUC-RJ e faz assesoria parlamentar em Vitoria da Conquista. Estudioso atendo das questões do município tem vasta experiencia na gestão municipal de Vitoria da Conquista.

