Mais uma vez tivemos a cúpula do BRICS, em um momento em que a hegemonia econômica norte-americana começa a ser colocada em xeque pelos países emergentes e pelas grandes economias do hemisfério sul do planeta. Neste grande encontro o BRICS definiu por fazer uma ampliação do bloco econômico e trazer mais seis países para a composição deste bloco. Países que contemplam o continente Africano, Oriente Médio, América do Sul e Ásia Oriental, com diferentes culturas, modelos de gestão do Estado, alguns com muito dinheiro, outros nem tanto, mas, o BRICS está crescendo e se transformando em um fantasma a perseguir os países de ponta da economia capitalista mundial.
Primeiro é preciso ter claro que não há nada de revolucionário à esquerda, na construção do BRICS e deste mundo multipolar. É uma ação econômica e política no campo da geopolítica mundial, mas, que não tem em perspectiva a superação do modo de produção capitalista, ao contrário, é uma luta dos mercados emergentes pela conquista de espaço no mercado mundial capitalista. Se esta ação pode levar à superação deste modelo de desenvolvimento de caráter liberal burguês, e caminhar para um novo modelo de desenvolvimento econômico, político e social, a história irá dizer. Mas, a proposta neste momento é de disputar o mercado e buscar a humanização do modo de produção vigente, através do emprego de novas relações políticas, mais solidárias e fraternas do que as práticadas pelo G7 e o FMI.
Depois é importante deixar claro que a política externa do governo Lula está no caminho certo para o país, para o povo brasileiro e para a construção do mundo multipolar. Para ter essa certeza, é só observar o quanto a grande mídia burguesa está incomodada com os movimentos políticos do Presidente e do Itamarati.
Depois é importante deixar claro que a política externa do governo Lula está no caminho certo para o país, para o povo brasileiro e para a construção do mundo multipolar. Para ter essa certeza, é só observar o quanto a grande mídia burguesa está incomodada com os movimentos políticos do Presidente e do Itamarati.
Os caras das grandes mídias corporativistas estão diuturnamente tecendo críticas às posições do governo nessa nova conjuntura internacional. O fato do Brasil estar na linha de frente desta multipolaridade, e isso coloca em xeque o poder do "império norte-americano" sobre a América Latina e o sul global, deixa essa burguesia subserviente e sabuja deste país, aterrorizada. Mas isso não afeta somente a burguesia brasileira, o comandante geral da OTAN, já postou em suas redes sociais, uma mensagem defendendo a invasão e divisão do país em quatro países, com mapa e tudo mais desenhado, caso o país persista nesta política externa agressiva rumo à sua independência. Imaginem se um cara deste tem algum escrúpulo na hora de defender o seu chefe, o imperialismo norte-americano. Certamente a posição geopolítica do Brasil está incomodando muito a burguesia financeira do mundo.
A verdade é que a burguesia dirigente mundial está apavorada com a perspectiva de perder e a hegemonia sobre o planeta.
A verdade é que a burguesia dirigente mundial está apavorada com a perspectiva de perder e a hegemonia sobre o planeta.
O BRICS já é uma realidade. A ida da companheira Dilma para direção do Banco do BRICS foi uma cartada de mestre do companheiro Lula. A esquerda ainda não entendeu o jogo, normal, sempre demora um pouco até cair a ficha, mas a direita já, e sabe que o país pode e certamente vai, caminhar rumo à sua autonomia financeira, soberania nacional e independência no xadrez geopolítico, tanto em relação aos EUA, quanto em relação à China, e percebe, mesmo em médio prazo, que o Brasil avança na direção de se tornar uma potência global, e que com isso a classe que vive do trabalho vai definitivamente deixar as muitas "senzalas" mantidas a ferro e fogo por esta burguesia atrasada e sabuja deste país.
Tudo me levar a crer nesta perspectiva, os acontecimentos tem me mostrado com clareza, que caminhamos para uma nova era em nossa história. Se tudo ocorrer como pretende o Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras, o futuro nos revelará agradáveis surpresas em médio prazo.
(*) O professor João Paulo Pereira, é historiador e servidor aposentado da rede de educação do Estado da Bahia, tendo atuado como diretor e professor do ensino fundamental e médio na cidade de Vitória da Conquista - Ba.
(*) O professor João Paulo Pereira, é historiador e servidor aposentado da rede de educação do Estado da Bahia, tendo atuado como diretor e professor do ensino fundamental e médio na cidade de Vitória da Conquista - Ba.
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