POR PROFESSOR JOÃO PAULO
Nós do campo popular e democrático, nós de esquerda, vamos enfrentar mais um processo eleitoral. Mas uma vez teremos que enfrentar todo o aparato ideológico da burguesia brasileira, que neste bloco histórico, tem atuado incansável contra o povo deste país.
A máquina de destruir gente da burguesia, desde 2005 não descansou um só minuto na tarefa de destruir o projeto popular que o Partido dos Trabalhadores e setores de centro, centro-esquerda e esquerda, tem buscado por em prática no país desde 2003, como já tratei em ensaios anteriores.
Não é fácil fazer o enfrentamento à burguesia, os caras controlam o sistema econômico e consequentemente o poder político e ideológico/cultural, não só no Brasil, mas em todo o mundo, exceto, os países que não se alinham à "democracia liberal burguesa".
No Brasil há um pouco mais de duas décadas, estamos tentando, por dentro do Estado burguês superar a lógica neoliberal ou ultraliberal, sem propor um processo de ruptura radical e estrutural com a perspectiva burguesa, é o que a conjuntura extremamente desfavorável nos permite.
Nestas primeiras décadas do século XXI a ideologia/cultura burguesa está a cada momento mais consolidada. Os instrumentos de dominação ideológica da burguesia estão a todo vapor, trabalhando radicalmente para não permitir a hegemonia do PT e das forças de esquerda no país, mesmo com os governos petistas entregado à população do país, em poucos anos na direção do Estado brasileiro, muito mais do que a burguesia entregou em quinhentos e dez anos de história.
Dois mil e vinte seis será uma ano decisivo para o futuro do país. O processo de luta de classes vai está muito claro. De um lado estarão juntas as forças que representam a burguesia brasileira, com seus vários interesses de classe, os bancos, a Faria Lima, o agro conservador, a mídia corporativa, as Igrejas Pentecostais e neopentecostais, setores conservadores da indústria e comércio.
Do outro lado, estarão as forças populares e democráticas, a esquerda do país, os setores mais conscientes desta esquerda, que conseguem fazer análise de conjuntura, a agricultura familiar, movimentos populares rurais e urbanos, sindicalismo, setores religiosos progressistas, os setores mais avançados do agro, da indústria e do comércio.
Será um momento de enfrentamento que vai dizer qual o futuro do país. Se vamos eleger Lula e o PT, e caminhar na direção da democracia, das ciências, da construção de uma sociedade, justa, fraterna e mais igualitária. Ou se daremos um passo de cem anos para trás, elegendo a burguesia subserviente e sabuja deste país, elegendo mais um Bolsonaro, e empurraremos este país para a barbárie total.
Na verdade, será uma guerra eleitoral, a burguesia já está a pleno vapor nesta corrida eleitoral, com todas as armas apontadas contra o povo brasileiro e contra o país. Nós do campo popular e democrático, nós de esquerda, ainda estamos engatinhando, cuidando de nossas vaidades ideológicas, mas no frigir dos ovos teremos que lutar na mesma trincheira, pois, não será uma guerra fácil, estamos lutando contra um inimigo muito forte e bem estruturado.
O que importa neste momento é vencer a guerra, se nós de esquerda vencermos em outubro e novembro, teremos a possibilidade de construir uma sociedade mais justa e igualitária, teremos um futuro, daremos um passo longo na direção da civilidade, de uma sociabilidade mais humanizada, e quem sabe poderemos marchar em direção a uma ruptura sistêmica.
Se a direita e extrema-direita vencer, o Brasil vai ser empurrado para a barbárie ultraliberal, o projeto nefasto da burguesia nacional e internacional vai reconquistar esse país e o processo de recolonização do país e consequentemente de toda a América Latina estará em curso.
Não podemos esquecer que para o império estadunidense, essa eleição no Brasil, também será fundamental. O império estadunidense precisa retomar o Brasil, pois o país é a maior economia do hemisfério sul do planeta, e a soberania econômica e política do Brasil é uma barreira para os interesses dos EUA.
É impor
tante que todos e todas compreendam a importância deste processo eleitoral de 2026 e entenda que tem muito mais em jogo, do que um simples processo eleitoral. Estaremos disputando o nosso futuro, estaremos disputando se nos mantemos no caminho da civilização ou se vamos rumo a barbárie ultraliberal, proposta pelo império para o sul global.




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