POR PROFESSOR JOÃO PAULO
Tem um filme sobre a vida de Jesus Cristo que particularmente eu gosto muito, JESUS, A Maior História de Todos os Tempos. Este filme é marcante para mim, pois, retrata um Jesus Cristo, extremamente feliz e com um forte apelo para a humanidade do filho de Deus. Apesar de ser o filho unigênito de Deus, neste filme Jesus vai aprendendo a dimensão de sua missão salvífica, a medida que vai pondo em prática seu ministério. Um olhar novo sobre a vida de Jesus, e apesar do filme ter sido lançado em 1999, ainda é um filme atualíssimo para este nosso momento histórico.
A uma cena extremamente representativa para minha militância política e para minha condição de indivíduo social, que serve para referendar muito do que acredito hoje como proposta de vida tanto pessoal, como ser social militante político em busca de um novo mundo, Jesus dialoga com o cobrador de impostos de nome Levi, a quem passa chamar de Matheus, e diz para ele, "venha comigo Matheus", o cobrador de impostos assustado pergunta, "para aonde"? "Jesus responde para sua casa".
Os discípulos olham todos para Jesus como se o questionasse, e Pedro lhe diz "Senhor não estou dizendo que não é o filho de Deus, mas, isso não quer dizer que não erre, este homem é um ladrão, rouba de homens pobres como eu e o Senhor quer ir a casa dele"? Jesus para, olha fixamente para Pedro e responde: "és um homem forte Pedro, é forte o bastante para amar"?
Essa pergunta de Jesus me chamou muito a atenção desde a primeira vez que assistir ao filme, digo isso, pois, toda sexta feira da paixão eu reassisto a película e ultimamente tenho assistido muito mesmo não sendo sexta feira da paixão.
Este questionamento que Jesus faz a Pedro me incomoda sempre, e fico me perguntando se eu sou forte o bastante para amar. Outra pergunta que sempre vem a minha cabeça quando ouço esta pergunta é a dimensão do verbo amar, a partir do olhar de Jesus Cristo. Afinal, Ele, amou tanto a humanidade que se entregou por completo aos seus algozes, para nos mostrar a dimensão do que é o amor.
E nós, seres humanos mortais, falíveis, limitados, temos a compreensão da dimensão do que significa amar? Do que é o amor? Certamente que não temos, se tivéssemos não viveríamos em um mundo tão repleto de maldade, permeado pelo ódio, envolto em uma cultura de morte que determina nossas vidas.
A partir da leitura que faço do amor perguntado por Jesus a Pedro, tenho compreendido, que nós não nascemos prontos para viver o amor em plenitude e que nossa vida neste plano aqui na Terra, é um constate aprendizado para que nos tornemos seres de amor. Desde então tenho buscado aprender a viver o amor em plenitude, amar como Jesus nos amou.
Não é uma tarefa fácil amar. A todo momento somos tentados a viver o desamor, a vida nos impõem esta condição. Falamos coisas que magoam o outro, quando nos sentimos afetados negativamente, reagimos com virulência com quem nos ofendeu, passamos a ter ódio desta pessoa, pois, o ódio não é um afeto específico, ele pode ser representado até numa reação em meio a uma conversa ou uma discussão acalorada, odiamos a aqueles que de alguma forma nos faz mal, guardamos mágoas e não temos à capacidade de perdoar como Jesus nos ensinou.
Ser forte o bastante para amar, hoje para mim, significa passar por um processo de conversão do "velho Adão para o novo Adão", ou seja, se despir desta condição de um ser de ódio, e se vestir com o manto do ser de amor, nos tornarmos homens novos. Tarefa fácil, não, muito difícil.
E o pior que temos pouquíssimo tempo de vida para concluirmos esta conversão, então precisamos o quanto antes, acelerar este processo de conversão. Pois, a missão que o próprio Jesus nos confiou, foi de construir o Reino Definitivo de Deus para toda a humanidade, e somente um homem novo será capaz de gestar este novo mundo. Como pode um ser de ódio, produzir um mundo de amor?
E como Cristão Católico, por acreditar que viveremos este Reino de Deus, é fundamental que eu busque minha conversão pessoal e a conversão do mundo neste Reino onde o amor será a única lei, o único pilar de sustentação da vida.
Não podemos negligenciar esta missão. Precisamos entender a dimensão salvífica do Ministério de Jesus Cristo e ir seguindo seus passos até que nos tornemos tão santos como Ele foi. Algumas coisas dá para fazermos imediatamente, tratar o outro com respeito, ter cuidado com a vida de todos que estão em nosso entorno, dizer para quem você gosta, eu te amo, e respeitar a quem não gostamos. Respeitar os diferentes e as diferenças, perdoar a quem nos ofende, cuidar da vida a todo momento, se sensibilizar com os que sofrem. São pequenos gestos que com certeza nos fará seres melhores.
Alguém pode está se perguntando, esta pessoa que escreveu isto alcançou a condição de homem novo? Não tenho, desde que assistir o filme pela primeira vez buscado minha conversão, mas, confesso que ainda falta muito para que alcance isto, nem sei se consigo, até o dia que deixar este plano da vida, mas, juro que ao menos tenho tentado, ser forte o bastante para amar.
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