BRASILEIRO APURADO - Poema atribuído a Dona Lera
Comunidade de Base da Estiva, Cândido Sales - Ba
Seu moço não faça vaia/ de um roceiro mau-trajado/ Porque pega na enxada/ cava o chão ressecado./ Porque tem suas mãos grosas/ e o rosto queimado./ É seu patrício seu moço/é brasileiro apurado.
Quando dá a tardezinha/ vai pra seu rancho cansado./ E o sol de traz do muro/ vai entrando avermelhado. Os raios das estrelas/ espalhando em seu roçado/ É seu patrício seu moço/ é brasileiro apurado.
Sua labuta é tão grande/ colhe pouco resultado./ Pra São Paulo ele quer ir; deixando a família e o roçado./ Esse amigo roceiro que dá um duro danado./ É seu patrício seu moço/ é brasileiro apurado.
O pobre homem roceiro/ já vive muito cansado. Trabalhando como burro/ e não é valorizado./ Ajuda os grandes a crescer/ e ele fica lá jogado./ É seu patrício seu moço/ é brasileiro apurado.
Um comentário:
Salve o Bradileiro apurado🙌🙌🏿🙌🏽
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