segunda-feira, 15 de agosto de 2022

 

BRASILEIRO APURADO - Poema atribuído a Dona Lera
Comunidade de Base da Estiva, Cândido Sales - Ba

Seu moço não faça vaia/ de um roceiro mau-trajado/ Porque pega na enxada/ cava o chão ressecado./ Porque tem suas mãos grosas/ e o rosto queimado./ É seu patrício seu moço/é brasileiro apurado.

Quando dá a tardezinha/ vai pra seu rancho cansado./ E o sol de traz do muro/ vai entrando avermelhado. Os raios das estrelas/ espalhando em seu roçado/ É seu patrício seu moço/ é brasileiro apurado.

Sua labuta é tão grande/ colhe pouco resultado./ Pra São Paulo ele quer ir; deixando a família e o roçado./ Esse amigo roceiro que dá um duro danado./ É seu patrício seu moço/ é brasileiro apurado.

O pobre homem roceiro/ já vive muito cansado. Trabalhando como burro/ e não é valorizado./ Ajuda os grandes a crescer/ e ele fica lá jogado./ É seu patrício seu moço/ é brasileiro apurado.


Um comentário:

Unknown disse...

Salve o Bradileiro apurado🙌🙌🏿🙌🏽