Por Josafá Santos*
A cadela fascista sempre está no cio. Brecht já nos deixou essa máxima. Essa cadela e suas crias, que não são poucas, já rastejaram por muitos terrenos, em vários tempos, de tempos em tempos retornando a cruzar e a novamente procriar, parir suas serpentes.
Uma das características mais marcantes de um fascista é que ele se apropria da estrutura democrática (sua teoria e prática – as eleições livres) para chegar ao poder. Uma vez no poder, a democracia e suas estruturas (as eleições livres em especial) são aleijadas, extintas. É um plano: chegar ao poder através das urnas e depois queimar as urnas que os elegeram. Quando as urnas não os elegem... que se queime as urnas, que não se aceite o resultado, que se alterem as regras do jogo. É algo como procurar um psiquiatra que lhe diga exatamente o que ele (o paciente doente) quer ouvir, a verdade que ELE deseja ouvir, que ele não é doente, verdade que está exatamente ao lado oposto do real, afinal, ele É / ESTÁ doente. E esse paciente (doente) vai passeando de um psiquiatra (ou psicólogo, ou terapeuta, ou analista) a outro até que ele finalmente encontre UM que satisfaça o seu desejo doente. Não encontrando, ele cria a sua própria teoria Psí, o seu próprio mundo, seu universo paralelo, onde as leis que o regem sejam construídas de acordo as suas aspirações e visão distorcida. Essa criação, de início é solitária, mas rapidamente passa a ser coletiva e o povoamento desse universo bizarro é rapidamente efetuado. O motivo? Simples: Esses sujeitos alienados da realidade, essas crias da cadela fascista? Seu nome é Legião, porque eles são muitos.
Já vimos esse teatro de horrores antes, o mundo já viu. A cada nova aparição se mostram com alguns novos detalhes, com uma nova roupa, novo perfume, ora com um novo ator, um novo profeta inspirado por deus (com “d” minúsculo mesmo), ora com um discurso mais polido, mais bem elaborado, mais camuflado. Como se isso fosse funcionar, essa estratégia bufâ de envernizar madeira podre para lhe dar uma aparência mais agradável. Não funciona, claro. Mas eles tentam.
Até pouco tempo, essa matilha pedia abertamente, sem rubor algum na face uma INTERVENÇÃO MILITAR no Brasil, o que é crime grave, previsto em Lei (Lei de Segurança Nacional No 7.170/83, na Lei dos Crimes de Responsabilidade, No 1.079/50, e no próprio Código Penal, em seu artigo 287). Eles sabem disso, não agem por ignorância da Lei, mas por total assumido desrespeito à ela, como convém a todo perverso.
Seguindo os passos ladinos de um advogado mau caráter, que usa incansavelmente da má arte da falácia, da retórica, hoje eles usam outro termo, um menos agressivo, mais palatável ao ouvido do povo incauto, a quem buscam, incansavelmente encantar com seus assobios de sereia, e arrastá-lo para o fundo sem vida do lago morto, o lodo de onde saíram. Trocaram o termo INTERVENÇÃO MILITAR por INTERVENÇÃO FEDERAL. (clique aqui para saber a diferença: encurtador.com.br/cgmEH ).
Verniz sobre madeira podre, lembram? Não funciona. A madeira continua podre, está infestada de cupins, para nada serve, nada será construída com ela e seu fim, inexorável, será: ou a terra que tudo come, ou a fogueira, destino purificador de tudo que é mau, que para nada serve, que não merece ocupar espaço e tempo nesse mundo. Já tentaram isso antes, mas não passaram. Os que por ventura, tenham conseguido ou venham a passar, não foram / não irão muito longe. Não irão. NÂO irão.
(*)Josafá Santos
Historiador, Grnd. Em Psicologia, Antifascista.

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